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19 de Junho de 2014 - 06:00

Colocar mais radares na BR-267 é insuficiente para superar os riscos permanentes para quem passa pela rodovia

Por Tribuna

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A decisão do Dnit de colocar três conjuntos de radares entre Juiz de Fora e Maripá de Minas, como forma de reduzir o excessivo número de acidentes, é positiva, mas insuficiente para resolver uma questão que vai além da velocidade. É fato que há abusos, mas uma rodovia federal de mão dupla estimula o risco, sobretudo quando ela é utilizada por carretas de grande porte. Não bastasse a duplicação, ainda falta acostamento nos chamados pontos críticos, que poderia ser o escape em caso de imprevistos. A serra, ainda na altura do Bairro Floresta, é o caso mais evidente, com filas quilométricas em função das carretas, que se somam à imprudência dos apressados. O resultado está nas estatísticas.

Estratégica no escoamento da produção da Zona da Mata e ligação entre a BR-040 e a BR-116, a BR-267 não tem recebido a atenção necessária das autoridades do transporte. É fato que a pista de rolamento, hoje, é adequada, mas, enquanto não houver outras medidas, tal benefício torna-se um problema, pois estimula a velocidade em todos os trechos e não apenas nos pontos que receberão vigilância eletrônica. Sem perspectiva de privatização, ela carece de investimentos do próprio Dnit. Durante várias gestões, o Governo de Minas tentou um acordo para gerenciar as rodovias federais que cortam o estado, tendo em contrapartida recursos da Cide, taxa que incide sobre os combustíveis. A negociação não avançou.

Com a maior malha rodoviária do país, o estado é também recordista em acidentes, pois nem todas as rodovias têm sido contempladas com recursos. É fundamental, ainda, incentivar campanhas educativas ou blitze sistemáticas para inibir a ação dos que confundem rodovia com autódromo.

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