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05 de Julho de 2014 - 06:00

Queda do viaduto em Belo Horizonte aponta que o padrão exigido para os empreendimentos não foi seguido

Por Tribuna

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Ainda é cedo para apontar responsabilidades, mas é preciso ir fundo na investigação sobre o desabamento de um viaduto em Belo Horizonte, construído no pacote de obras de mobilidade da Copa do Mundo e que culminou na morte de duas pessoas. A tragédia poderia ser maior se não fosse o próprio destino, afinal, o trecho é utilizado diariamente por 45 mil veículos, segundo os bombeiros. Político por vocação, mas engenheiro por profissão, o prefeito da capital, Marcio Lacerda, não esperou qualquer laudo para dizer que houve erro de engenharia.

A leitura inicial envolve o tempo de entrega da obra. Nas primeiras avaliações, algumas etapas foram vencidas a toque de caixa, o que exige a verificação de outros projetos, pois são legados que ficarão para a população de Belo Horizonte e não apenas espaços provisórios para a Copa do Mundo. Agora, quando o fato está consumado, surgem também outras informações. O Tribunal de Contas do Estado estaria avaliando denúncias de superfaturamento do elevado.

O lamentável acidente não deve comprometer a positiva imagem do Brasil na Copa do Mundo, mas o que se coloca em questão, agora, é o modo como tais operações foram realizadas. Construções que foram aceleradas para atender às exigências da competição tiveram algum comprometimento? Esta pergunta, certamente, será feita pela própria população, que se sentirá insegura ao utilizar tais espaços. Afinal, não foram poucos os acidentes ao curso do período que antecedeu a competição.

A mobilidade urbana é a principal herança da Copa. Se alguns estádios já estão fadados a se tornarem elefantes brancos, como as arenas de Manaus e de Mato Grosso, as obras, não. O país há muito carecia de investimentos tão fortes no setor, e a competição foi o principal indutor. Então, que se cobre, agora, o padrão Fifa, que se tornou moda em qualquer empreendimento.

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