Os números bastante tímidos do PIB de 2012, chamado de "pibinho", devem servir de alerta para os próximos passos da economia, sobretudo em função do crescimento brasileiro em relação aos demais países da América do Sul: foi o mais baixo, algo que não ocorria desde os tempos de Fernando Collor de Mello. Como a economia é uma das bases de sustentação do processo democrático, a própria sociedade deveria estar atenta, a fim de evitar retrocessos que poderiam surgir, sobretudo nos discursos pré-eleitorais. Afinal, a despeito de 2013 ser ano neutro, não se fala outra coisa a não ser do pleito do ano que vem.
As instituições brasileiras estão consolidadas, mas há ruídos preocupantes que devem ser levados em conta, sobretudo nesse início de jornada. O ministro Marco Aurélio de Mello, em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", fez duras críticas ao Congresso, acusando-o de inapetente, já que não cumpre o que está estabelecido em lei, embora seja uma casa para elaborar legislação. Ele se referia ao descumprimento do prazo estabelecido pelo STF para editar novos critérios para o rateio do Fundo de Participação dos Estados. Segundo ele, o Congresso atua no "faz de conta", e a desobediência "só desacredita" o Supremo.
O ministro só confirma a tensão entre as duas casas, que chegou em níveis mais preocupantes no final do ano passado, quando o STF condenou deputados que, em vez de cassados, como José Genoino, foram empossados. Como o ministro Joaquim Barbosa adiou a prisão, o clima melhorou, mas não o suficiente para harmonizar as instituições.
Como a economia acaba sendo o ponto de estabilidade de todo o processo, melhorar os índices deve ser uma preocupação primária do Governo, a fim de manter o país distante da crise que ainda prevalece pelo mundo afora.



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