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06 de Julho de 2014 - 06:00

Candidatos devem assumir compromisso com a região; questões pendentes não faltam

Por Tribuna

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Terminou ontem, às 19h, o prazo de registro dos candidatos às eleições deste ano. Juiz de Fora, como sempre, apresentou um número expressivo de postulantes, ressurgindo a recorrente preocupação de gente demais e espaço de menos. Há anos, a cidade experimenta movimentos pela candidatura própria, acoplados a projeto de redução da lista de pretendentes, mas sempre em vão. O direito de votar e ser votado é garantido pela Constituição Federal, e os partidos não fazem a menor conta a respeito. Ao contrário, para eles, quanto mais melhor, não entrando, sequer, no mérito da qualidade. A conta sempre vem depois, com impedimentos forçados pela ficha suja, que deveria ser uma preocupação inicial dos diretórios.

Mesmo sem impedimentos, os candidatos por Juiz de Fora devem estar conscientes de sua obrigação primária: defender os interesses da região, hoje articulados por grupos de interesse que nem sempre correspondem às expectativas da maioria. A Zona da Mata - também numa questão que se repete a cada pleito - ainda não conseguiu elaborar um discurso único em torno de suas demandas. Um considerável número de candidatos desconhece os seus problemas, fazendo do mandato apenas um projeto pessoal. É fato que são exceções, mas seria melhor para o eleitor se votasse em nomes comprometidos com projetos coletivos. Na lista de investimentos, a região tem ficado na fila de trás, muitas vezes por falta de porta-vozes nas estruturas de poder ou pela ausência de um lobby coletivo que englobasse políticos e lideranças de outros segmentos.

O jornal, por mais de uma vez, tem insistido numa discussão que deveria partir de Juiz de Fora, envolvendo os demais líderes da Zona da Mata, a fim de apontar a importância de se captar recursos não apenas para o município-sede mas também para o seu entorno. Se estes também crescerem, recebendo indústrias e outros insumos, o ganho é coletivo, inclusive na empregabilidade. Sem oportunidades, jovens das cidades de menor porte buscam novos destinos, o que faz de muitos desses municípios meros dormitórios ou sombras de um passado que não se repete mais.

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