Publicidade

20 de Março de 2014 - 06:00

Moradores tentam resolver seus conflitos usando a violência quando não é deles essa prerrogativa

Por Tribuna

Compartilhar
 

A ação das polícias Civil e Militar de ocupar bairros considerados críticos é um passo adiante, embora sejam necessárias outras ações para a redução da violência em Juiz de Fora. Neste primeiro trimestre de 2014, de acordo com dados do próprio estado, o número de ocorrências é ascendente. A Tribuna também tem acompanhado, sobretudo os crimes consumados contra a vida, e tem dados preocupantes.

A ocupação é importante, pois demonstra à população que o Estado formal não está inerte, ao mesmo tempo em que indica para os atores do crime que os bairros não são áreas nas quais podem agir a seu bel prazer, tornando-se eles os senhores do destino da comunidade. Por conta sobretudo do tráfico de drogas, os grupos disputam espaço e colocam inocentes em permanente risco. Mesmo que alguns levem em conta que boa parte dos casos envolva os próprios criminosos, não é esse o caminho de solução de conflitos. Cabe ao Estado reprimir e à Justiça julgar.

É fato que outras medidas são importantes, principalmente na instância da educação e no cuidado das famílias. Por falta de instrução ou de formação, muitas delas acabam sendo a gênesis de jovens que desconhecem regras, sendo até mesmo induzidos a ver no outro um adversário. No enfrentamento entre bairros, como estava ocorrendo entre moradores das vilas Esperança I e II, essa postura foi facilmente identificada, pois não há, de fato, uma causa real para tais conflitos.

Com a ocupação, que não pode ter data para terminar, o Estado, através dos meios dos quais dispõe, aponta que não é pelas armas que os moradores irão superar suas pendências, pois não é deles essa prerrogativa.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que alertas em cardápios e panfletos de festas sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool contribuem para reduzir o consumo de bebidas por motoristas?