Publicidade

04 de Abril de 2014 - 06:00

A seis meses das eleições, políticos se desincompatibilizam, apontando para eventuais alianças partidárias

Por Tribuna

Compartilhar
 

Por força de lei, que estabelece o prazo de seis meses antes das eleições, diversos quadros administrativos estão deixando seus postos para disputar o pleito de outubro. Em Minas, com a possibilidade de mudanças em cinco secretarias, a principal delas é a desincompatibilização do governador Antonio Anastasia. Quadro técnico da gestão Aécio Neves e, depois, seu vice e reeleito, ele deixa o posto para, em princípio, coordenar a elaboração do programa de governo do presidenciável tucano, mas também para disputar o Senado Federal. Bem-avaliado, é pule de dez, embora o ditado mineiro indique que eleição e mineração só depois da apuração. Hoje, o grande negócio é ser seu suplente, pois, mesmo não sendo ministro de um eventual Governo Aécio, é pré-candidato a prefeito de Belo Horizonte em 2016, também com chances de vitória.

O significado das mudanças é encontrado nas próprias articulações. Embora tenha manifestado pouco interesse pelo Legislativo, Anastasia também sai para composições políticas com o aliado de primeira hora, o Partido Progressista. Seu vice, Alberto Pinto Coelho, estava na linha direta da sucessão, mas, em recebendo o cargo, a despeito de um mandato de apenas oito meses, abriu caminho para a candidatura tucana de Pimenta da Veiga. Salvo mudanças, é esse o quadro, mas ontem ainda havia conversas, desta vez envolvendo o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que, de uma hora para outra, resolveu entrar no páreo sob a condição da saída de Pimenta.

Mudanças também em outros estados. O presidenciável Eduardo Campos deixa o comando de Pernambuco para anabolizar sua campanha pelo PSB. No Rio, sob desgaste das manifestações e da violência sem fim, o governador Sérgio Cabral abre espaço para seu vice, Luiz Fernando Pezão. Nesse caso, o problema cai nas mãos de Brasília, já que o Partido dos Trabalhadores vai oficializar a candidatura do senador Lindebergh Farias. A presidente Dilma já sinalizou que prefere o candidato peemedebista. Essa, porém, é apenas uma etapa do jogo que começa a ser jogado no país. A próxima etapa são as convenções, quando, além dos nomes, serão definidas as alianças.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você já presenciou manifestações de intolerância religiosa?