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05 de Fevereiro de 2013 - 07:00

Presidentes da Câmara e do Senado prometeram retomar o poder assertivo do Congresso

Por Tribuna

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No processo de sucessão no Congresso Nacional, os presidentes eleitos, do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB, prometeram uma nova atitude do Legislativo. Para a plateia, anunciaram ações de recuperação do prestígio da instituição, hoje a reboque da agenda do Executivo e das decisões do Judiciário. Os dois parlamentares enfatizaram a necessidade de o parlamento ter um papel ativo e independente, a fim de recuperar seu prestígio ante a opinião pública. Prometeram, ainda, a votação dos cerca de três mil vetos a atos do Governo, hoje engavetados por força das conveniências políticas.

Promessa feita, porém, nem sempre é cumprida. Os discursos dos dois parlamentares, mais para dentro do que para fora do Congresso, têm, necessariamente, que sair do mero jogo de palavras e tornar-se uma questão de ordem permanente, a fim de restabelecer a correlação de forças. Henrique Alves, com 11 mandatos, lembrou os tempos de Ulysses Guimarães, Freitas Nobre e Alencar Furtado, três dos muitos nomes históricos do PMDB que enobreceram o mandato de deputado. Espera-se dele, pelo menos, que, ao citar tais nomes, tenha neles uma referência de ação. O primeiro foi abandonado pelo próprio partido, que fundou, quando tentou disputar a presidência da Câmara; os outros dois tiveram seus mandatos cassados por elevarem a voz contra a ditadura.

O presidente da Câmara não pode se calar ante os fatos e nem se submeter às vontades do Executivo, como é comum nas instâncias de poder. Como bem lembraram, o único compromisso é com o povo, embora tais afirmações soassem mais como peças retóricas. Sob nova direção, a despeito de todas as denúncias que contra ambos pesam, o que se espera é uma retomada do poder assertivo dos parlamentares, mas em nome das ruas, e não do jogo corporativo que tem marcado a cena política.

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