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09 de Fevereiro de 2013 - 07:00

Posto de Atendimento está sem alvará e em condições precárias; autoridades admitem problema, mas solução não sai do papel

Por Tribuna

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Pagou-se um preço muito alto para o país acordar para a importância da prevenção. Após a tragédia de Santa Maria, em que 238 jovens morreram dentro de uma casa de show com uma série de vícios de segurança, criou-se, na marra, uma consciência coletiva, capaz de levar as autoridades a blitze frequentes em espaços públicos. Na mais recente empreitada, por provocação do vereador Antônio Aguiar, os bombeiros devem verificar as condições do PAM-Marechal, unidade de atendimento médico, pela qual passam cerca de 20 mil pessoas por mês. A Tribuna foi antes e, mesmo sem a qualificação dos profissionais, pôde constatar situações preocupantes, além da falta do necessário alvará. Durante a permanência da reportagem, foi possível ver, por exemplo, mangueiras de incêndio dividindo espaço com material estocado, em vez de, como estabelecem as regras de segurança, estarem livres para uso imediato.

O PAM, no entanto, é apenas a face visível de um problema que ocorre pelo país afora. Na onda corretiva, várias casas de show tiveram que rever seus projetos, enquanto outras, por absoluta precariedade, foram fechadas. No caso de Juiz de Fora, espera-se que as medidas sejam tomadas, pois, ante a facticidade, não dá para prever o que pode ocorrer pela frente. Além de tudo, o PAM não é uma construção horizontal. Trata-se de um prédio de vários andares, que carece de intervenções urgentes para garantir a segurança dos usuários e dos profissionais que lá prestam os seus serviços.

O que hoje ocorre, porém, é resultado de anos de silêncio dos dois lados: dos setores que precisam de vistoria - que empurram as medidas de acordo com suas conveniências - e das autoridades, que não cobram medidas efetivas. Os bombeiros, na última vistoria, advertiram para as demandas que precisam ser resolvidas, mas nada mudou, e ficou por isso mesmo. Mais do que isso, os responsáveis admitem conhecer as deficiências, mas só agora abrem a discussão sobre a eficiência do espaço, que, em princípio, contraria vários princípios de atendimento. Os usuários ficam em salas apertadas e enfrentam escadas e elevadores vencidos pelo tempo. Resta esperar, então, pelo próximo passo.

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