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07 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Morte de um jovem na porta do presídio aponta para a falta de limites dos criminosos, que agem sob o signo da impunidade

Por Tribuna

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O assassinato de um jovem ao sair do Ceresp, na última quarta-feira, fruto, certamente, de algum acerto de contas, foi um gesto de pura ousadia, demonstrando a falta de limites dos atores do mundo do crime. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu alvará de soltura e foi morta depois de andar cerca de 150 metros após a guarita. Quatro homens, de acordo com as primeiras informações, teriam participado da ação. Apenas o carro que utilizaram foi encontrado. Era dia de visitas, e centenas de pessoas viveram momento de pânico, pois não tinham a menor ideia de onde partiam os tiros e qual seria o alvo.

Os relatos colhidos pela Tribuna foram dramáticos e apontam para a necessidade de medidas mais duras, sobretudo, na retirada de armas de circulação. Hoje, qualquer entrevero, seja de grande ou menor porte, está sendo resolvido à bala, tal a facilidade de se adquirir um revólver. Além disso, os atos de violência, agora, acontecem em qualquer espaço. Recentemente, um grupo invadiu o Fórum Benjamin Colucci. Agora, a morte se apresenta na porta da cadeia. Isso, sem levar em conta as demais ocorrências, fazendo de 2014 um ano preocupante, pois já acumula 18 homicídios. Ontem ocorreram mais dois.

Na visita que fará a Juiz de Fora, amanhã, para inauguração do Samu e da Rede de Urgência e Emergência, o governador Antonio Anastasia irá receber um manifesto assinado por lideranças políticas, comunitárias e empresariais, clamando por mais segurança. Trata-se de um apelo da cidade para implementação de projetos como o "Fica vivo" - próprio de combate a homicídios e que agora se justifica -, aumento do efetivo das polícias Civil e Militar e agilização do processo de instalação de câmeras de vigilância, que já passou por vários adiamentos.

Trata-se de uma demanda que o governador já deve ter recebido de outras regiões. Juiz de Fora, principal município da Zona da Mata, também entra na fila, pois nunca teve um histórico de tanta insegurança como nos atuais tempos, quando a vida está valendo tão pouco.

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