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30 de Abril de 2014 - 06:00

Atitude em estádio, lamentavelmente, reproduz outras ações fora dos campos, mas que explicitam o mesmo preconceito

Por Tribuna

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No último domingo, quando seu clube, Barcelona, enfrentava o Villarreal, na casa do adversário, o brasileiro Daniel Alves foi vítima de um gesto que deixou de ser inusitado, sendo, na verdade, uma abominável prática recorrente nos estádios pelo mundo afora: um torcedor jogou uma banana dentro do campo, comparando o atleta a um macaco. Inédito, sim, foi o gesto de Daniel. Pegou a banana, descascou e comeu. Depois seguiu o jogo cobrando a infração.

Foi uma resposta objetiva, sem palavras, mas que percorreu o planeta graças ao compartilhamento via internet. Falou tudo sem emitir a voz. Envergonhou o autor e mostrou estar acima de um comportamento inaceitável, que se reproduz em pleno século XXI. E não apenas nos estádios, mas no dia a dia, com atitudes explícitas, ou disfarçadas, que demonstram que há um longo caminho a ser trilhado. O preconceito não mudou com a modernidade. Ao contrário, o homem do novo século continua, nesse aspecto, tão atrasado quanto os seus antecessores, sobretudo por considerar que há melhores e piores em função de raça, credo, gênero ou opção sexual.

O gesto de Daniel produziu efeito. Campanhas lideradas por outros atletas e por gente de fora do meio entraram na rede. É fundamental discutir e mudar, pois só assim esse homem que se diz moderno poderá avançar e assumir, de fato, que todos viemos da mesma matriz.

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