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13 de Março de 2014 - 06:00

Cidade precisa discutir mais o que ocorre, a fim de garantir medidas efetivas contra a violência

Por Tribuna

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Os próximos dias serão consumidos pela apuração do episódio envolvendo policiais e o vereador Wanderson Castelar (PT), com a adoção de um trabalho administrativo da PM e, possivelmente, da Comissão de Ética da Câmara Municipal. Os dois lados vão tentar pacificar uma discussão que saiu do controle, da mesma forma que o fato em si, na madrugada da última segunda-feira. Enquanto isso, e bem mais do interesse coletivo, estava previsto para ontem à noite o Fórum Permanente de Defesa dos Direitos Humanos, cuja pauta era a escalada da violência em Juiz de Fora.

Eventos como esse, embora num primeiro olhar tenham viés acadêmico, são importantes para a implementação de políticas públicas em defesa da própria comunidade. Nos últimos cinco anos, a cidade tem assistido ao crescimento do número dos crimes tentados ou consumados contra vida, envolvendo, na maioria das vezes, vítimas e autores na faixa de 15 a 29 anos. É preciso entender o que está ocorrendo para que sejam tomadas medidas efetivas, que, certamente, vão além da repressão, embora essa seja fundamental.

Entender a dinâmica dos fatos é um exercício que as instâncias de poder têm se recusado a fazer, optando pelo caráter reativo. Se ocorre um episódio de expressão, logo o Legislativo adota uma lei, ou um governante toma medidas de contenção. Por esse caminho, o quadro não se reverte, como os próprios números apontam. Juiz de Fora fechou 2013 com 139 homicídios, algo impensável há alguns anos, e 2014 segue na mesma proporção.

Fóruns de tal magnitude são estratégicos se envolverem o maior número de representações possível, uma vez que os fatos, hoje, não são localizados em compartimentos estanques. O que ora se vê em Juiz de Fora e pelo país é o recrudescimento do crime, fazendo de todos, de certa forma, seus reféns.

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