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21 de Fevereiro de 2012 - 07:00

Viaduto sobre linha férrea em Santos Dumont tornou-se uma armadilha, mas não se fala em modificá-lo

Por Tribuna

Obter recursos não é uma tarefa fácil, ainda mais num cenário econômico de verbas contingenciadas, como foi determinado no início do ano pelo Governo, mas nada impede que se insista na necessidade de acelerar o projeto de recuperação completa da BR-040. Na última sexta-feira, um caminhão despencou de um viaduto na cidade de Santos Dumont e, por uma daquelas fatalidades de se estar no lugar errado e no momento errado, atingiu outro veículo que passava na via embaixo da ponte. O saldo foi de três mortes.

Este, no entanto, não é o primeiro caso de acidente grave no citado viaduto. Além de ser em curva, está vencido pelo tempo, como ocorreu com o conhecido Viaduto das Almas, na mesma rodovia, hoje substituído por um mais moderno e seguro. Na região de Santos Dumont, são quatro que continuam sendo o pesadelo dos motoristas, sobretudo à noite e no ciclo de chuvas, pois cruzá-los tornou-se uma aposta. Alguns perdem, como ocorreu com o ex-vereador Paulo Rogério dos Santos, morto no mesmo lugar.

O ministério dos Transportes conhece o problema e admite que há estudos para reformular tais pontes, mas, entre ter a intenção e obter recursos para executá-la, há uma distância abissal. Entram e saem ministros - o atual está pressionado pelos partidos - e não há avanços. A recuperação da BR-040 só andou no trecho próximo a Belo Horizonte, mas não resolveu os pontos críticos, como entre Conselheiro Lafaiete e Barbacena e, muito menos, entre Bias Fortes e Juiz de Fora.

Resta saber até quando o Governo está disposto a pagar o custo de tantas vidas e qual o limite dos políticos, hoje responsáveis por ações pontuais, mas que não avançam além dos discursos e das escassas visitas de vistoria.

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