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29 de Dezembro de 2012 - 07:00

Presidente rejeita o pessimismo, mas o Governo tem que aumentar investimentos no setor energético para evitar novos apagões

Por Tribuna

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A presidente Dilma Rousseff, pela força do cargo e por ter sido ministra de Minas e Energia no Governo Lula, é uma das maiores conhecedoras do sistema elétrico do país, experiência adquirida também em outros postos, ao curso de sua carreira, mas enveredou por uma trilha perigosa ao dizer que os apagões que têm afligido a população em pleno verão são fruto apenas de falha humana. Ela não negou a falta de investimentos, mas considerou ridículas as previsões de alguns segmentos para o setor. Para ela, não há que se falar em racionamento.

No período tucano, o cenário não era diferente. O governo Fernando Henrique, ancorado no potencial energético do país, com uma das maiores redes hidrográficas do planeta, também tinha discurso semelhante, até que, um dia, a rede caiu, e, em todos os quadrantes, o país ficou às escuras. O famoso apagão levou ao racionamento, algo inesperado num país com tanta água. A conta, como sempre, ficou por conta do consumidor, que teve, inclusive, que mudar hábitos para enfrentar o novo cenário.

Falar em racionamento pode até ser ridículo, como adverte a presidente, mas o Governo, mesmo sob nova direção, não pode ficar no campo das especulações, quando há uma demanda ascendente de energia sem que haja correspondência nos investimentos. O setor produtivo amplia suas queixas, já que, em diversas regiões, não há meios para implantação de projetos pela carência de infraestrutura.

Como prevenir é sempre melhor do que remediar, o Ministério de Minas e Energia deve dobrar os esforços para evitar os apagões. Para um país que se prepara para uma Copa do Mundo, e, dois anos depois, para os Jogos Olímpicos, faltar luz é o que menos se espera no meio da competição.

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