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12 de Julho de 2014 - 06:00

Recente operação da Polícia Federal e apreensão de uma tonelada de drogas pela Polícia Civil confirmam a posição estratégica da cidade

Por Tribuna

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A apreensão de uma tonelada de maconha pela Polícia Civil na noite de quarta-feira, na BR-040, na altura do Salvaterra, é prova material de um dado preocupante: Juiz de Fora está na rota do tráfico de drogas, e não se apresenta como um simples entreposto. A recente prisão de envolvidos com esse tipo de crime, na ação da Polícia Federal, e a interceptação do produto esta semana mostram ser coisa de profissional. Cortada por duas rodovias federais, a cidade tornou-se estratégica para o escoamento do produto. Dados recentes revelam que o tráfico de drogas e o de armas são as peças indutoras da maioria dos crimes. Com o consumo em alta, a venda de produtos ilícitos tornou-se um grande e perigoso negócio. E, nesse aspecto, sobressaem-se dois problemas: o tráfico, que estimula o confronto entre grupos - basta ver as estatísticas -, e o consumo, que leva, sobretudo, aos crimes contra o patrimônio. Para fazer dinheiro, o usuário começa com pequenos furtos dentro de casa e vai para as ruas, não medindo, sequer, as consequências, que podem ser trágicas.

Na campanha eleitoral, ora em fase inicial, a segurança pública tem merecido comentários dos candidatos, mas o foco continua distorcido, pois, em vez de soluções, o que se vê são acusações sobre a quem cabe a responsabilidade. Os representantes da oposição dizem tratar-se de competência da União; esta, por sua vez, diz que os governadores não fazem o dever de casa, mesmo tendo recebido consideráveis repasses do Ministério da Justiça e dos programas por ele desenvolvidos. No meio desse fogo cruzado não está apenas o eleitor mas a sociedade, já que o crime faz vítimas de todos os estratos sociais, sendo elas eleitores ou não. Em Juiz de Fora, boa parte dos autores e vítimas tem menos de 18 anos, alguns deles, abaixo da faixa dos 16.

E é nesse cenário que empresários e Prefeitura estão elaborando um ciclo de discussão sobre o que pode ser feito, já que a cidade bateu na casa dos 80 homicídios, ainda no meio do ano, e enfrenta o aumento dos crimes contra o patrimônio, que levam não só consumidor mas também o setor produtivo a mudarem sua rotina. O ato final dessa série será a elaboração de um documento a ser entregue ao secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, em sua próxima visita à cidade, provavelmente no mês que vem, para inauguração do sistema de vigilância eletrônica, já em fase de testes.

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