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28 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Regiões críticas da cidade devem receber investimentos do Governo, a fim de reverter as estatísticas de crimes contra a vida

Por Tribuna

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A morte de mais dois jovens, na última quarta-feira, eleva para 34 o número de homicídios em Juiz de Fora, apontando para uma perigosa média, capaz de superar os números do ano passado, quando foram registrados 139 crimes consumados contra a vida. Na maioria deles, as vítimas tinham alguma relação com os assassinos, o que, ao olhar da população, cria um certo "conforto", pois não seriam ações generalizadas, nas quais a sociedade seria alvo. Essa impressão, porém, é perigosa, uma vez que, em nada sendo feito, há sempre a possibilidade de ampliação do espectro do crime. As causas recorrentes de enfrentamentos de gangues e envolvimento com drogas são fatos constatados, mas se esses atores não forem tirados das ruas, há sempre esse risco.

Ademais, não faz sentido fechar os olhos para um cenário de inquietação, sobretudo nos bairros mais carentes, nos quais se estabeleceu uma rotina de medo. Sair às ruas a partir de determinado horário tornou-se temerário ante a iminência de uma ocorrência. Os conflitos, mesmo os de menor grau, estão sendo resolvidos à mão armada pela facilidade em se obter especialmente revólveres, a despeito das ações da polícia em tirar as armas de circulação.

Para o mês que vem, se não houver nenhum outro contratempo, está programado o início do processo de instalação das câmeras de vigilância em pontos estratégicos da cidade. Mesmo não se chegando ao status ideal, será um avanço, sobretudo, na identificação de autores de crimes contra o patrimônio. Mas o Governo estadual não deve esgotar aí seu cardápio de medidas para Juiz de Fora. O município, com cerca de 550 mil habitantes, deve insistir na cobrança de outros projetos, sobretudo o "Fica vivo", de redução de homicídios. Por mais que a Secretaria de Defesa Social entenda que os números ainda são razoáveis, 34 mortes em dois meses já justificam a sua implantação.

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