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23 de Março de 2014 - 06:00

Campanha eleitoral começa sob o signo de denúncias, sem programas de governo que apontem para o futuro

Por Tribuna

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A cada eleição, um escândalo, como se fosse parte de um ritual que se repete de quatro em quatro anos. Desta vez, a discussão pré-eleitoral envolve a Petrobras, a maior estatal brasileira, pela leniência em acordos firmados por diversas gestões e que resultaram em prejuízos de grande porte. A presidente Dilma, depois de uma nota desastrada, tenta recuperar o jogo, sendo defendida por suas lideranças na Câmara e no Senado. A oposição, que funciona de acordo com denúncias, sem que ela própria faça a apuração, ameaça com comissões de inquérito, cujos resultados, salvo raríssimas exceções, todos conhecem.

O prejuízo, de novo, ficará com o eleitor, pois a campanha presidencial ensaia ser o mais do mesmo, com ataques e defesas, nos quais as verdadeiras questões ficam à margem. O país tem desafios importantes, sobretudo na área econômica, mas o que se fala, pelo menos até agora, é sobre a quem caberia autorizar o contrato de compra de uma refinaria americana. Fora disso, o balcão de negócios continua em pleno curso, sendo a presidente, a claro contragosto, induzida a ceder aos apelos da sua base aliada.

O que as ruas clamam, e não é de hoje, é por um debate propositivo, no qual os candidatos apresentam suas metas e o que farão com as atuais demandas. Mas isso não acontece. De um lado e de outro, o cidadão retornará às urnas sem a certeza do ano seguinte, já que ninguém abre o jogo. Seria a falta de programa? Como as convenções ainda estão longe, e a legislação impede ações explícitas, o cenário continuará o mesmo.

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