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26 de Janeiro de 2014 - 07:00

Espaços tombados, mas deixados à mercê do tempo, e imóveis inacabados formam um passivo estético e de insegurança

Por Tribuna

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A foto exposta pela Tribuna na edição de sexta-feira, mostrando as ruínas do Palacete dos Fellet - como o local tornou-se conhecido -, na confluência da Avenida Itamar Franco com a Rua Espírito Santo, dá margem para discussão sobre a política de tombamento na cidade. Até então, a única providência, que tem gerado multas e recursos, envolve apenas a construção de um muro, a fim de evitar o acesso de mendigos e viciados em drogas, que fazem do local o seu ponto de ação. Mas até quando vai isso? Colocar o muro é apenas um detalhe para uma demanda que se arrasta há anos e, para desânimo dos moradores do entorno, sem perspectiva de solução.

Ao contrário de ruínas históricas, o casarão, ou o que restou dele, tornou-se um estorvo e prova material do jogo de poder que se estabeleceu nas ações de tombamento. A comissão que trata do assunto estabelece penas, mas seu cumprimento é outra história. Outros imóveis também vieram abaixo, deixando no lugar um espaço de problemas. É o que ocorre também na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Delfim Moreira, para ficar só nesses dois exemplos.

Além dos imóveis tombados que ficaram à mercê da ação do tempo, a cidade é pródiga em obras inacabadas, que se tornam passivos urbanos, comprometendo não só a estética mas também a segurança da população, pois, como os casarões, tornam-se espaço para consumo de drogas e sexo.

Enquanto não houver razoabilidade nas ações e no cumprimento das decisões, o jogo de empurra deixa a conta para quem não tem nada com o impasse: os moradores do entorno, que são as primeiras vítimas de tais situações.

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