Publicidade

20 de Março de 2013 - 07:00

Estrada entre Juiz de Fora e Belo Horizonte continua com sérios problemas, principalmente nos viadutos em curva vencidos pela demanda de veículos

Por Tribuna

Compartilhar

O ministério dos Transportes deve ter outras prioridades - e de fato há casos bem piores - ao não realizar obras na BR-040, consideradas fundamentais para a segurança dos usuários, mas não pode deixar de lado a questão da vida, que se tornou banal em vários pontos do trecho Juiz de Fora - Belo Horizonte. Na madrugada de ontem, um caminhão, a despeito de radares nas duas extremidades, despencou de um dos viadutos na vizinha cidade de Santos Dumont, caindo em cima de um galpão no Bairro da Glória. O motorista morreu, mas a tragédia só não foi maior porque não havia ninguém trabalhando no local, 30 metros abaixo.

O viaduto em curva é um dos quatro que foram construídos na cidade, ainda nos anos 1960, e que hoje, em função do volume de carros, tornou-se uma armadilha, como também era o Viaduto das Almas, hoje substituído por um de quatro pistas e totalmente seguro. Na vizinha cidade, são quatro, sendo que dois deles são recordistas em acidentes fatais, como o que teve como vítima o ex-presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora Paulo Roberto dos Santos. No mesmo local também morreu a nora do ex-ministro da Saúde Roberto Temporão.

Estes são dois nomes conhecidos, mas dezenas de anônimos também perderam a vida em locais considerados de segurança mínima, mas que ainda não mereceram um passo a mais das autoridades de transporte. Fala-se num entorno, que evitaria as pontes, mas ele é apenas uma peça de ficção, como tantas obras necessárias para segurança dos usuários ou para redução no tempo de tráfego. A BR-040 acumula muitos passivos que comprometem apenas o usuário, que anda no fio da navalha, sobretudo no trecho entre Conselheiro Lafaiete e Belo Horizonte, em virtude do intenso tráfego de caminhões das mineradoras.

A saída mais prática foi inundar a rodovia de radares e nada mais, embora haja estudos apontando para várias medidas. Até a privatização, que poderia ser uma alternativa, e, por significar mais investimentos, emperrou, deixando a comunidade à mercê da própria sorte por tempo indeterminado.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Edição impressa

Encontre um tema na

Pesquisa

Enquete

Você concorda com a redução da carga horária dos servidores municipais nos dias de jogos do Brasil na Copa das Confederações?