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27 de Abril de 2014 - 06:00

A menos de dois meses da Copa do Mundo, estádios não estão prontos, e obras de mobilidade devem ficar para depois

Por Tribuna

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Há sete anos, quando o Brasil foi contemplado como país sede da Copa do Mundo de 2014, houve celebrações. Afinal, o celeiro do futebol tinha uma segunda chance de abrigar a competição e, acima de tudo, mostrar ao mundo a sua capacidade de organização. Tempos depois, uma nova vitória. O Rio de Janeiro, que já vai sediar a final da Copa do Mundo, será também palco dos Jogos Olímpicos de 2016. Nunca um país abrigou duas competições de tal porte quase que simultaneamente.

Na ocasião, pouco se falou da capacidade de se construir estádios e implantar equipamentos urbanos para os dois eventos, já que havia prazo suficiente. Sete anos para o futebol, e nove para os jogos. Agora, quando faltam 48 dias para a bola rolar, ainda há incertezas sobre os palcos e, de uma certa forma, frustração pela não conclusão das obras consideradas legados para a população, sobretudo de mobilidade. O Rio de Janeiro é um tumulto só, e as obras em execução, que tiram a paciência dos cariocas, não têm a garantia de estar prontas no devido prazo.

Mas não é só lá. Belo Horizonte, que deu show de competência ao cumprir no prazo as obras do Mineirão, não fecha a conta com o transporte coletivo. O Aeroporto Internacional de Confins, a exemplo de tantos outros, terá um puxadinho para abrigar os visitantes. São Paulo, símbolo da pujança nacional, teve que buscar dinheiro público para concluir um estádio privado.

Sob o olhar internacional, o país vive o drama da espera, pois, além da incerteza dos resultados - o que é o de menos -, não sabe como receberá os visitantes e, sobretudo, o que deixará de fato para uso da população, que tanto tempo esperou.

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