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11 de Abril de 2014 - 06:00

Nos últimos dias, a sucessão presidencial provocou um fogo cruzado que deixou vítimas pelo caminho

Por Tribuna

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Só na última quarta-feira, foram produzidas notícias que caberiam numa semana inteira de especulação. O ex-presidente Lula, em entrevista a blogueiros, recomendou sua base a não se intimidar diante da oposição e não dar tréguas na CPI da Petrobras, como ocorreu no mensalão, quando o PT tratou o assunto pelo olhar jurídico, esquecendo-se da questão política. Deu no que deu. O puxão de orelhas valeu a pena. Na tarde de anteontem, o relator da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), conseguiu ampliar a CPI da Petrobras. Agora, ela terá que investigar denúncias de uso inadequado de dinheiro público também no Metrô de São Paulo (sob gerenciamento tucano) e em obras no Porto de Suape (sob gestão do PSB). Todos, agora, estão no mesmo balaio.

Tal mudança já seria suficiente para ocupar páginas do noticiário e conversas de esquina, mas ainda viria mais. Candidato in pectore do senador Aécio Neves ao Governo de Minas, que o retirou do escritório em Brasília para disputar a sucessão do ex-governador Antonio Anastasia, o ex-ministro Pimenta da Veiga foi indiciado pela Polícia Federal por receber dinheiro do publicitário Marcos Valério, protagonista do mensalão mineiro e o federal. Pimenta estranhou a decisão, mas o fato criou agenda para os adversários.

Nesse ciclo de bala perdida, o senador Gim Arguelo, que o Governo queria no Tribunal de Contas da União, a despeito de estar sob investigação no Supremo Tribunal Federal, desistiu da indicação ao notar que nem mesmo os seus futuros colegas o queriam na Corte. Pulou fora. Um desgaste a menos para a presidente Dilma, que ainda tem uma inflação ascendente para domar. Já o petista André Vargas, que andou exibindo os punhos à frente do ministro Joaquim Barbosa, do STF, e caiu pelo envolvimento com um doleiro, vive mais um pesadelo. Quem vai relatar o seu caso é o deputado Júlio Delgado (PSB), o mesmo do processo que cassou o mandato do então deputado José Dirceu. Que semana!

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