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03 de Abril de 2014 - 06:00

Decisão da Azul de transferir seus voos para o aeroporto regional surpreende usuários avisados em cima da hora

Por Tribuna

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A Zona da Mata, especialmente Juiz de Fora - o município de maior porte -, vive um ciclo que mais se parece ao que os antigos diziam do cobertor peleja, que ora cobre os pés, ora cobre a cabeça. Nunca os dois ao mesmo tempo. Durante um período, os aeroportos Serrinha e Itamar Franco operaram simultaneamente. Tempos depois, as empresas aéreas optaram pelo Serrinha, deixando o terminal entre Goianá e Rio Novo à sua própria sorte, pois ainda não completou a sua vocação industrial. Agora, a situação se inverte. A partir de hoje, os voos da Azul serão efetivados a partir do Itamar Franco. O Serrinha fica fora da rota comercial.

Empresas aéreas são grupos que operam de acordo com suas conveniências, cabendo às autoridades discutirem a melhor opção. Pela empresa, o aeroporto regional tem melhores condições, pois não fica à mercê do tempo e ainda tem uma estrutura mais moderna. Por outro lado, o Serrinha, a despeito dos investimentos e de estar dentro da cidade, fica em segundo plano.

A distância é o menor dos problemas, pois a maioria dos terminais, seja no Rio, em São Paulo ou Belo Horizonte, está afastada da área urbana. A questão a se discutir é a via de acesso. A MG-353 e a MG-133, que ligam o Itamar Franco a Juiz de Fora, têm pontos críticos, como áreas sem acostamento e pista simples, sem, sequer, a duplicação, para tirar os riscos da convivência de automóveis com caminhões. A ligação à BR-040, a partir do distrito de João Ferreira, continua sem data para ser inaugurada.

Numa situação como essa, o usuário é quem sai perdendo, pois, além de embarcar num terminal a 40 quilômetros do Centro de Juiz de Fora, terá que enfrentar distância semelhante ou até maior se desembarcar em Confins ou Viracopos. No caso de uma viagem a São Paulo, será mais fácil ir ao Rio de Janeiro e tomar a ponte aérea, que sai do Santos Dumont e desce em Congonhas.

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