Publicidade

01 de Abril de 2014 - 06:00

Em sua visita a Juiz de Fora, secretário de Defesa Social deve buscar o entendimento entre os agentes do Estado

Por Tribuna

Compartilhar
 

Nas poucas visitas a Juiz de Fora, o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, anunciou diversas iniciativas de combate à violência, mas nunca foi tão incisivo como agora, em entrevista à Tribuna. Além de reconhecer a carência de efetivo e a importância da pressa na instalação de programas como o "Olho vivo", que ele assegura estar funcionando em junho, admitiu que a estrutura não só é precária como carece de correções, inclusive na execução de penas. "Temos uma unidade socioeducativa em Juiz de Fora, mas percebemos que há adolescentes que estão soltos quando não deveriam estar, porque praticaram crimes violentos", lamentou.

A queixa não é exclusiva do secretário. Policiais civis e militares, mesmo que oficiosamente, se queixam do tempo perdido em algumas de suas ações: prendem, e a Justiça solta, num jogo de perde e ganha no qual a sociedade acaba penalizada. De fato, diversas ocorrências têm como protagonistas jovens inadimplentes, que já praticaram outros delitos, que, como alertou o secretário, continuam soltos. A Justiça, por sua vez, observa que solta por causa de boletins de ocorrência incompletos, que levam a inquéritos precários, impedindo até mesmo a denúncia por parte do Ministério Público.

Pelo sim, pelo não, é fundamental, então, que as partes afinem a sua sintonia e apurem os pontos de sombra que ora comprometem a investigação e a consequente punição de culpados. Na sua visita, prevista para este mês, o secretário pode induzir a esse necessário e importante diálogo.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você é a favor da adoção de medidas, como tarifas diferenciadas e descontos, para estimular a redução do consumo de água?