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09 de Janeiro de 2014 - 07:00

Intervenção federal no Maranhão é vista como única saída para conter crise penitenciária, mas é preciso mais do que isso

Por Tribuna

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Em nota oficial, na qual comunicava aceitar o apoio do Governo federal para enfrentar a crise no sistema penitenciário de seu estado, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, acusou o Conselho Nacional de Justiça de produzir um relatório hiperbólico, acentuando os problemas da região sem, no entanto, levar em conta o que está sendo feito. Usou o direito de espernear, mas as imagens que agora percorrem o mundo, graças à internet, contradizem o seu discurso e confirmam a preocupação do CNJ. São cenas de barbárie, com presos mutilados sob o gracejo dos demais internos.

O Maranhão, é fato, não é o único a ter problemas de segurança, mas seus índices vão além da medida, fruto, em boa parte, das inações oficiais. Sob a dinastia Sarney há cerca de 50 anos, nem quando o patriarca foi presidente da República - por cinco anos - mudou o seu perfil, ficando entre os últimos da fila não apenas em segurança mas também em saúde e educação. Por isso, o lamento da governadora não comove. Lá ainda prevalece o coronelismo, a despeito de um novo país que ressurge a cada dia.

A discussão que se estabeleceu envolve a intervenção federal. Para muitos, será apenas uma panaceia, já que os problemas vão além do cárcere. Para outros, uma necessidade, uma vez que a polícia perdeu a guerra com os presos que controlam as prisões. Mas não bastam ações pontuais quando se trata de uma demanda que levou anos para chegar ao topo do copo. As lideranças do estado, e a própria União, devem pensar em projetos de longo prazo, a fim de reduzir o tempo perdido, no qual a conta, como sempre, é cobrada dos que menos podem.

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