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26 de Abril de 2014 - 06:00

Falta de serviços em áreas críticas afeta população, que fica apartada dos benefícios como se fosse ela a culpada pela insegurança

Por Tribuna

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A deliberada criação de áreas de exclusão, por causa da violência, é o tipo de atitude em que não há vencedores. Na edição de ontem, a Tribuna revelou que, por medo da violência, profissionais, como taxistas e motoboys, recusam atendimento em bairros, principalmente os com alto índice de assaltos e homicídios, fato que prejudica milhares de pessoas. Pagam por uma conta que não fizeram, o que exige do Estado, por meio de seus mecanismos de segurança, impedir. Apartar moradores das áreas críticas de tais serviços é considerar que o crime é o titular desses locais, fazendo suas próprias leis.

E não é possível censurar os profissionais, uma vez que têm justificado medo de ir e não voltar ou de ser assaltados, como tem sido rotina em algumas regiões. Pior do que eles, porém, estão os moradores, que vivem sitiados em suas próprias residências, à mercê destes donos das ruas. É preciso mapear as áreas consideradas de maior risco, e hoje fora dos serviços, a fim de dar a essas populações o direito de usufruir de tais benefícios.

E não são apenas questões de lazer. Quando o serviço de transportes fica comprometido, aumentam os riscos de problemas mais graves, como o de alguém carecer de atendimento e não poder ser transportado pela falta do táxi, ou de alguém na rua que não pode retornar à sua própria casa a tempo, pois fica na dependência do ônibus da madrugada, que é mais escasso, ou de uma generosa carona. Os serviços são impessoais, devendo ser oferecidos a todos. Cabe, pois, ao Estado garantir a sua execução.

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