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17 de Julho de 2014 - 06:00

Acidente da Avenida Itamar Franco é mais um dos casos em que os riscos de trânsito se apresentam pelo uso indevido das vias

Por Tribuna

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O acidente de ontem na descida da Avenida Itamar Franco, ao lado do Independência Shopping, é mais uma tragédia anunciada. A despeito das restrições, os caminhões continuam passando pela região, criando um cenário de medo, sobretudo para quem com eles tem que dividir a pista. E não é só lá. Com uma topografia comprometida pelas montanhas, a cidade tem vários pontos críticos que deveriam ser avaliados pela Secretaria de Transportes e considerados áreas proibidas para esse tipo de veículo ou - por conta do serviço que precisam prestar - com horário especial. A Tribuna, ad nauseam, vem apontando e discutindo esse problema, mas nada impede a reincidência. Nem mesmo as multas. É fundamental adotar outras medidas.

Ao curso de sua história, a cidade vem colecionando acidentes deste porte. No Centro, as ruas Halfeld e Espírito Santo já registraram mortes de inocentes que estavam no lugar errado e na hora errada. As vítimas de ontem foram afetadas pela mesma facticidade. Quem poderia imaginar um caminhão desgovernado morro abaixo se é proibida sua passagem pelo Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora; ou teria ele passado pelo Bairro Dom Orione? Como as demais metrópoles, o município experimenta um crescimento acentuado na frota de veículos, o que leva à adoção de ações para evitar a perigosa convivência nos horários de pico. Mas não bastam placas se não houver fiscalização sistemática para mudar essa situação.

Carretas de grande porte que têm a cidade como destino - mesmo ampliando o custo de transporte - devem ser orientadas a passar pelo Distrito Industrial, onde não há declives acentuados, mas não é isso que ocorre. São flagrantes os casos de veículos pesados descendo a Avenida Itamar Franco. Com frequência, a Tribuna divulga casos de caminhões ladeira abaixo na BR--267, na altura do 4º GAC, ou ainda na Alameda Ilva Mello Reis, no Bairro Santo Antônio com destino ao Retiro. É preciso dar fim a esse ciclo de bandalhas, que não se esgotam nos caminhões. Há também abusos diários do trânsito local, onde as regras são frequentemente quebradas por motoristas impacientes e em ritmo frenético, fazendo das ruas um espaço de competição.

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