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29 de Janeiro de 2014 - 07:00

A Zona da Mata precisa eleger políticos que vão dar retorno aos seus pleitos, e não aqueles que a visitam com uma prática distinta do discurso

Por Tribuna

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Na solenidade de inauguração da Ponte Wilson Coury Jabour Júnior, na altura do Terreirão do Samba, ontem, um exemplo de civilidade política chamou a atenção dos presentes, sobretudo por não se tratar apenas de políticos de legendas distintas, mas também de antagonistas no último pleito. Em seus pronunciamentos, a deputada Margarida Salomão (PT) e o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) - encerrando o evento - defenderam a colaboração mútua em nome dos interesses da cidade. A parlamentar se colocou à disposição do prefeito para defender seus pleitos em Brasília, o que já vem fazendo, enquanto este destacou o trabalho que ela desempenha em favor da cidade e da região.

Tal postura aponta um só vencedor: a população. A despeito do enfrentamento de campanha, as duas lideranças demonstraram que é possível trabalhar juntas, quando a causa é boa. O exemplo serve, principalmente, para os políticos eleitos pela região. A Zona da Mata, com exceção de Juiz de Fora, ainda tem problemas sérios de investimentos, com municípios em que boa parte da população vive às custas da previdência ou do "Bolsa família", enquanto as prefeituras dependem dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, que oscila de acordo com a arrecadação.

Num momento em que o país se prepara para uma eleição nacional, e entidades empresariais ensaiam um discurso pelo voto nos candidatos da cidade, é possível ampliar a meta para toda a região, já que os demais municípios - até mesmo para o bem de Juiz de Fora - também precisam crescer. Os primeiros passos apontam para um cenário de muitos candidatos, mas com uma ressalva. Boa parte deles pede voto aqui para, depois de eleitos, trabalharem para suas regiões de origem. Aí, sim, vale a tese da unidade. Os formadores de opinião têm papel estratégico de alertar os eleitores para quem, de fato, está comprometido com as demandas da região.

O Triângulo Mineiro e o Norte de Minas induziram suas lideranças políticas a mudarem suas posturas. Hoje, elas se matam em campanha, mas jogam juntas no interesse regional. A Zona da Mata, não. Além de ter uma representação abaixo do seu potencial eleitoral, assiste à ação de candidatos que sequer conhecem suas demandas, mas que, apoiados por outros interesses, acabam conseguindo bons e necessários votos para se elegerem.

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