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05 de Fevereiro de 2014 - 07:00

A escassez de chuvas, que compromete mananciais, deve ser uma preocupação coletiva

Por Tribuna

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Desde ontem, como medida preventiva, Juiz de Fora experimenta um rodízio de abastecimento de água, a fim de garantir que algumas regiões não fiquem comprometidas por causa da estiagem. A ideia é levar a medida até sexta-feira, mas com possibilidade de esticá-la se o tempo continuar seco e sem chuva - o que é bastante provável, de acordo com as previsões dos institutos de meteorologia.

A decisão da Cesama é também um momento único para elaboração de uma campanha de conscientização da população. A despeito da redução dos mananciais em todo o país - Campinas já anuncia um racionamento -, parte da população mantém a velha mania de gastar além da conta, sem a mínima preocupação com o consumo. Lavar carro com mangueiras é uma rotina, mas a cena mais inquietante se revela naqueles que varrem calçadas com jatos d'água, em vez de vassouras, sem se importar com o hidrômetro. E todos os dias.

Juiz de Fora é uma cidade privilegiada, por estar na vazante de dois grandes reservatórios - Chapéu D'Uvas e João Penido -, sendo abastecida por gravidade, o que já reduz os custos, mas nem por isso deve desperdiçar. A velha cultura do consumo além da medida tem que ser combatida, ficando para as próximas gerações a advertência de que a água, em breve, será uma das commodities mais caras, em função da escassez. Se aqui há sobras, em boa parte do mundo os rios sequer chegam ao mar. Em outras, as populações fazem extremos sacrifícios.

O abuso, pois, é um contrassenso, sobretudo pelo aumento dos conglomerados habitacionais, que exigem investimentos frequentes na infraestrutura. Não fosse a construção do reservatório de Chapéu D'Uvas, a cidade, mesmo com o potencial de João Penido, estaria em risco. Essa vantagem, porém, não justifica o consumo desnecessário.

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