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14 de Dezembro de 2013 - 07:00

Comparar a Guarda Municipal com a antiga Guarda Civil é esquecer o fato principal: os tempos são outros

Por Tribuna

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Os mais antigos fazem um paralelo entre a Guarda Municipal e a Guarda Civil, esta dos anos 1960, responsável pela segurança em pontos centrais da cidade, com atuação, inclusive, sobre o trânsito. Mas as semelhanças param aí. Os tempos são outros. Se naquele período os guardas eram respeitados como autoridades, hoje, pelo relato dos próprios agentes, a situação é diferente. Desarmados, munidos apenas de sprays e cassetetes, vira e mexe são confrontados nas ruas da cidade, salvo quando há policiais militares por perto, participando das incursões pelas ruas.

Criada há cinco anos, na gestão Alberto Bejani, com base no saudosismo, a instituição enfrenta dificuldades desde a sua gênese, encontrando-se deslocada nas suas atribuições. Em princípio, seria para garantir a segurança em espaços públicos - o que ainda vale -, mas os agentes também vão a campo para resguardar ações da fiscalização e, sobretudo, combater o comércio irregular. Mas seria essa a atribuição central?

Num momento em que a criminalidade não cria limites, os guardas municipais acabam sendo peça de figuração num cenário em que a população espera mais deles. É necessário repensar o projeto e dar uma organização mais adequada, a começar pela sua estruturação, hoje ligada a uma secretaria que administra o serviço público, mas não tem qualquer vínculo com a segurança.

Mesmo sem o exagero de se criar uma secretaria de Segurança Pública - algo dispensável -, é preciso vincular a guarda a uma unidade mais adequada, que tenha links permanentes com as demais instâncias de segurança, como PM, Polícia Civil e Polícia Federal.

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