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18 de Maio de 2014 - 06:00

Manifestantes já dão mostras de que advertências de 2013 foram reais e que agora se consolidam

Por Tribuna

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Desde o ano passado, quando o povo foi às ruas manifestar-se contra as mazelas das instâncias de poder, já se sabia que não era um movimento perene, com data de validade, a despeito de sua descoordenação. Faltando poucos dias para a Copa do Mundo, ele volta às ruas, desta vez com uma pauta que começa pela própria competição, sobretudo pelos gastos na construção dos estádios, envolvendo ainda demandas apuradas pelas entidades sindicais. As ruas, agora, não são mais um movimento impessoal, no qual valia tudo em nome de nada.

A questão central é saber como os governos, nas instâncias municipal, estadual e federal, vão agir e que tipo de articulação será feita para separar os manifestantes, que democraticamente questionam o que foi gasto, dos que simplesmente utilizam a multidão para explicitarem sua violência, depredando patrimônios públicos e privados, como se essa fosse a única forma de mudar as coisas.

É, de fato, uma questão complexa, pois foram deixados passivos ao curso do ano. Em 2013, a despeito da falta de uma causa comum, ficou clara a insatisfação das ruas com ações políticas partidárias. Um ano depois, passo algum foi dado para mudar o cenário. A reforma política continua sendo apenas uma agenda, e o balcão de negócios se mantém ativo, bastando ver as conversas que ora se desenvolvem para formação de alianças. Há, desta vez, um novo componente: a economia não é tão saudável, bastando ver a rotina do consumidor, que sai com o carro cada vez mais vazio a cada ida às compras. Os preços sobem, enquanto o salário não consegue acompanhar esse avanço. O país ainda está longe do ciclo Sarney, quando os preços eram remarcados da noite para o dia, mas não há como negar que a inflação também vai para as ruas, ampliando ainda mais a pauta dos manifestantes.

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