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04 de Maio de 2014 - 06:00

Movimento dos bastidores aponta para a fragilidade das alianças partidárias em tempo de campanha

Por Tribuna

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Nos últimos 15 dias, paralelamente ao debate em torno da Petrobras e à insistência do deputado André Vargas em ficar "vivo", uma questão ocupa espaço no debate político: a possibilidade de o ex-presidente Lula voltar ao palanque como candidato, numa inédita substituição da atual presidente, a fim de garantir não só o projeto político do Governo mas também a hegemonia de seu partido. Para muitos, trata-se de um balão de ensaio, mas o Partido dos Trabalhadores, inclusive o próprio Lula, não encerra de vez a discussão. Dentro da própria legenda há, de fato, os que entendem que a situação não é confortável com a presidente Dilma Rousseff.

Pode ser coisa de momento, pois os antecessores também viveram o seu inferno astral. O problema de Dilma é o momento. Faltam menos de seis meses para o pleito, e a Copa do Mundo atua ao mesmo tempo como um analgésico, ou como um agente potencial de crise, dependendo dos resultados da competição. Enquanto for dado combustível para o fogo amigo, haverá sempre espaço para a dúvida, o que não é bom para a candidata. O gesto da liderança do PR de trocar a foto oficial do gabinete pode ser visto como um sinal para negociar espaço no Governo, mas, também, uma advertência para uma possível traição, que não se esgotaria nessa legenda. Os partidos são marcados pelo pragmatismo e, em percebendo problemas, pulam fora sem qualquer tipo de constrangimento. Por isso, os próprios números das pesquisas serão emblemáticos para o Governo, para os defensores da mudança e também para a base aliada, que pensa primeiro - e sempre - no próprio umbigo.

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