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18 de maio de 2017 - 19:48

Ouça o áudio com o diálogo entre Temer e Joesley Batista

Por Agência Estado

Valter Campanato/Agência Brasil

Em diálogo gravado em março pelo empresário Joesley Batista como parte de acordo de delação premiada, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez uma ampla defesa dos seus dez primeiros meses de mandato, criticou a oposição e disse acreditar no sucesso com as reformas defendidas pelo governo. Mas admitiu, no entanto, ser imprescindível o apoio do Congresso. “Se não tenho apoio do Congresso, tô ferrado”, disse Temer a Joesley Batista, sem saber que estava sendo gravado, no início da gravação.  Ouça aqui a íntegra do áudio.

“Primeiro que você sabe que eu tô fazendo dez meses. Parece que foi ontem, né? Parece que foi ontem e parece uma eternidade, as duas coisas. Segundo que tem uma oposição muito rasa, uma oposição horrível. No começo, eles lançaram: ‘Golpe, golpe, golpe’. Não passou. Aí ‘a economia não vai dar certo’. Começou a dar certo. Então, os caras estão num desespero. Tem que ter apoio no Congresso. Se não tenho apoio do congresso, tô ferrado ”

O presidente insistiu ao empresário que a crise econômica ficaria para trás. Citou reformas como a que impôs o teto de gastos, entre outras aprovações conseguidas, como a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU). “Vamos chegar, é isso mesmo, vamos chegar no fim deste ano olhando para frente”.

O áudio foi oferecido à imprensa pelo Supremo Tribunal Federal na noite desta quinta-feira, 18, após a homologação do acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e da holding J & F.

No momento em que o áudio chegou à imprensa, o presidente já sofria fortes críticas tanto da base do governo quanto da oposição. Três ministros já haviam dado declarações sobre a intenção de deixar o governo.

O empresário Joesley Batista falou sobre a melhoria da perspectiva da economia. “Muita coisa muito rápido. E também baixou o juro muito rápido. Porque a expectativa foi muito rápido, né, a reversão da expectativa”, disse.

Em seguida, o delator comenta que há tempos não via o presidente e passou a falar sobre encontros com representantes do núcleo duro do governo com quem mantinha contato, como Eliseu Padilha (PMDB), ministro da Casa Civil, e Geddel Vieira Lima (PMDB), que era ministro da Secretaria de Governo e caiu no fim de novembro após polêmica com o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, sobre um prédio em Salvador. Só mais adiante na conversa ele fala sobre Eduardo Cunha, deputado cassado.

 

 

 

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2 comentários

  1. PALMER LUIS FERREIRA disse:

    INOCENTE PRESIDENTE? MEU NOME É BOZO

  2. sauron_caolho disse:

    Presidencialismo é isso. Não é atoa que o Endorgan forçou os turcos a adota-lo! Na hora que ele for morto e um radical islamico assumir é que vamos ver a besteira que os turcos fizeram num oba oba politico/erotico oriental!

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