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21 de Fevereiro de 2012 - 07:00


OLHO NA CAMPANHA

Pelas redes sociais, alguns internautas revelaram o que poucos perceberam quando da visita do governador Antonio Anastasia, para a inauguração do Centro de Distribuição da Rede Bahamas. Com direito a sentar-se à frente do palco, junto com os anfitriões e autoridades, estava o deputado estadual Carlos Henrique (PRB), pastor da Igreja Universal. Desembarcou no Aeroporto da Serrinha em jato fretado e integrou-se à comitiva. Pouco conhecido da cidade, ele já teria manifestado interesse em transferir seu título eleitoral para cá e estruturar um escritório. No último pleito, teve 4.500 votos em Juiz de Fora. Ele quer participar das articulações locais para reeleger o vereador Carlos Bonifácio, mas deixa claro que pretende atuar também nas discussões para a prefeitura. Se houver chance, gostaria de indicar o vice em alguma chapa.


Afogado

A possibilidade de novas conversas entre os deputados Júlio Delgado (PSB) e Bruno Siqueira (PMDB) não surpreende, mas, no entendimento de alguns observadores, há poucas chances de sucesso, pois ambos mantêm o projeto de cabeça de chapa por suas legendas. A avaliação, porém, é que é preciso buscar um acordo, pois eles têm pontos comuns e podem, se não se entenderem, praticar o chamado abraço de afogado, no qual ambos perdem espaço.


Confraternização

Em recente evento no período de carnaval, o deputado Bruno Siqueira reuniu, no mesmo churrasco, os três vereadores pelo PMDB, mas o assunto não entrou nas discussões. As demandas da Câmara tiveram mais espaço na agenda, mas até elas ficaram com pouco espaço, já que o encontro era de confraternização, mas emblemático, pois sinalizava união entre o parlamentar e seus ex-colegas de Legislativo Municipal.


Fim de festa

Passado o carnaval, ganham fôlego as conversas em torno da sucessão, pois, de fato, só a partir de agora é que o calendário político começa a andar. A expectativa gira em torno do ex-prefeito Tarcísio Delgado. Mesmo dizendo que sua definição só deve ocorrer entre abril e maio, ele admitiu que, depois das festas de Momo, iria abrir discussões com a militância. Ele passa pelo dilema de ter o filho e um correligionário na lista dos candidatos a prefeito.


Sem as gangues

Cerca de 25 mil pessoas , de acordo com a Polícia Militar - os organizadores indicaram 50 mil -, participaram dos desfiles da Banda Daki, mas, independentemente da contradição dos números, já houve desfiles com mais gente. No ano passado, foram as chuvas que prejudicaram, mas o que mais pesou foram as ações das gangues, que usam o evento para seus enfrentamentos. Com o esquema de sucesso adotado pela PM, a aposta é de que, em 2013, a multidão deva voltar às ruas.

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