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03 de Junho de 2012 - 07:00

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LÍDERES NA CIDADE

A executiva do PMDB reúne-se na terça-feira para definir a pauta da convenção do próximo domingo, mas já se sabe que concentrará a discussão no impasse estabelecido em torno da candidatura própria ou da aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT). Embora ainda não haja confirmação, é provável que dirigentes da executiva estadual venham à cidade exclusivamente para o evento. Também está sendo articulada a participação do presidente do diretório nacional, senador Valdir Raupp, que esteve em Juiz de Fora no mês passado. Mesmo com a decisão a ser tomada na convenção, há quem assinale - e se trata de uma liderança que vive a política e conhece o ex-prefeito Tarcísio Delgado, embora não seja peemedebista - que o evento de domingo não vai encerrar a questão. Dependendo do resultado, o debate pode até acabar na Justiça. "Ele não vai desistir fácil", assinalou. E há sentido. Tarcísio teria encaminhado correspondência à executiva pedindo uma reunião apenas com os dirigentes e os três vereadores no dia 5. A contraproposta seria o dia 6. Pela internet, ele se queixou da precipitação e do que classificou como rolo compressor, sobre a realização da convenção no primeiro dia permitido por lei, quando a boa prática, segundo ele, é esgotar todos os prazos.


Noiva cobiçada

O PMN presidido pelo vereador Isauro Calais continua sendo uma das legendas mais assediadas, tanto pelos petistas, quanto pelos peemedebistas, mas a tendência é ele ficar neutro na eleição de outubro. O vereador chegou a ensaiar uma candidatura própria, na qual ele seria o nome a ir para as ruas, mas preferiu retomar o projeto de reeleição. Hoje, ao lado de Flávio Cheker (PT), Calais é um dos decanos do Legislativo, e suas expressivas votações têm sido fator de atenção de outros partidos, até mesmo para fins de coligação.


Investigação

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia dá continuidade, amanhã, à série de depoimentos para apurar denúncias relativas à existência de crime organizado relacionado a máquinas caça-níqueis em Juiz de Fora. Por requerimento do presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), e do deputado Sargento Rodrigues (PDT), desta vez, foram convocados apenas policiais civis, sendo dois de Juiz de Fora e um de Varginha, que falam a partir das 13h em Belo Horizonte. A comissão continua colhendo depoimentos, mas não fixou data para a conclusão dos trabalhos de investigação.


Sábados, não

Embora o Estado seja laico, novas ações por questões religiosas continuam transitando pelos legislativos. Está tramitando na Câmara Municipal uma proposta do vereador Francisco Canalli (PMDB) estabelecendo que as provas de concursos e de exames vestibulares promovidas por instituições integrantes do sistema municipal de ensino não poderão ser realizadas entre as 18h das sextas-feiras até o pôr do sol dos sábados. Segundo ele, trata-se de um meio para assegurar a participação de pessoas impedidas de realizar atividades nesse período em função de crença religiosa.


Falta abonada

O projeto beneficia principalmente os fiéis da Igreja Adventista do Sétimo Dia e demais sabadistas. O texto define ainda que também as instituições de ensino deverão seguir a prerrogativa e até abonar as faltas às aulas. Os estudantes, no entanto, terão que apresentar declaração da congregação religiosa à qual pertencem, com firma reconhecida. Para suprir as ausências, cumprirão tarefas alternativas. Cabe ao Executivo regulamentar a lei. Evangélico por convicção, Canalli está convencido de que terá apoio dos pares para aprovação do projeto.

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