PROJETOS AMBIENTAIS
O prefeito Bruno Siqueira, que tem chegado ao gabinete às 7h15 e saído depois das 22h, tendo ainda rotina de trabalho aos sábados com os secretários, inaugura esta semana a sua agenda de reuniões externas na busca de recursos para o município. Na próxima terça-feira, ele viaja para Belo Horizonte, onde tem encontro marcado com o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus Cotta de Carvalho. Na pauta, a liberação de verbas destinadas ao projeto "Novo somma eco", de desenvolvimento ambiental, cujo contrato com o município deve ser assinado. O financiamento, já aprovado pelo Tesouro Nacional, é da ordem de R$ 8,5 milhões e prevê a construção de uma Usina de Resíduos da Construção Civil, além de equipamentos para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb).
Vai apertar
Os secretários da Fazenda, Fúlvio Albertoni, e de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Beth Jucá, preparam para os próximos dias as medidas que vão compor o plano de contingenciamento de despesas determinado pelo prefeito Bruno Siqueira a partir da dívida detectada na transição de governo (veja matéria em Política). É certo que o aperto nas contas vai envolver a rotina administrativa e a negociação com os fornecedores. O prefeito tem dito que quer equilibrar os números ao longo do mandato, sem prejuízos para a população.
Nova agenda
O novo cenário das ruas, que agora se mobiliza por meios das redes sociais, levando os políticos a elaborarem agendas positivas, não se restringe às instâncias municipais, como a Câmara de Juiz de Fora, que deve votar o fim dos penduricalhos. Um grupo de senadores, também preocupado com a imagem do Congresso, vai propor um elenco de medidas, como votação dos milhares de vetos presidenciais ainda não apreciados, redução de comissões temáticas, mudança na forma de criação de CPIs e um novo modelo de votações da Casa.
Violência, não
A Câmara Municipal define ainda esta semana toda a pauta do ciclo de debates sobre a violência em Juiz de Fora, a ser encaminhado pela Comissão de Segurança do Legislativo. A meta é elaborar um encontro de múltipla representação, envolvendo as polícias Civil, Militar e Federal, além de órgãos governamentais e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil. O presidente da Comissão, Vanderson Castelar, enfatiza que é hora de a cidade dar um basta nesse ciclo de mortes envolvendo, sobretudo, adolescentes.
Sai ou fica?
Lideranças tucanas de Minas tratam como factoide a notícia envolvendo o ex-governador José Serra, que estaria disposto a deixar o PSDB, que tem no senador Aécio Neves o candidato natural, e se transferir para o PPS, do seu amigo Roberto Freire. Na nova legenda, teria caminho livre para sua terceira tentativa à Presidência. Para os mineiros, foi mais um balão de ensaio, já que não acreditam na efetivação desse projeto, uma vez que as bases serristas estão dentro do PSDB. Como há prazo para se filiar até outubro, o assunto ainda vai marcar muitas conversas, sobretudo em São Paulo.



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