No levantamento que vem sendo realizado para a formulação do Plano de Contingenciamento de Gastos da Prefeitura, algumas ações recentes têm chamado a atenção dos técnicos da Secretaria da Fazenda. Na Saúde, por exemplo, o caso mais emblemático até o momento acontece nos contratos de administração das UPAs. Apesar dos acordos de repasses da União, do Governo do Estado e do município preverem pagamento integral somente com o cumprimento de metas de atendimento pelos gestores - o que não vinha ocorrendo nos últimos meses de 2012 -, somente o Governo estadual deduzia as transferências. Tanto o Governo federal quanto a Prefeitura continuaram pagando a totalidade dos valores.
REPASSES NA SAÚDE
Liderança
Mesmo com Chico Evangelista (PP) e Wagner Cândido (PR) tendo aval da maioria dos vereadores para assumir a liderança do Governo na Câmara Municipal, a função ainda suscita discussões na Prefeitura. Nos últimos dias, Luiz Coelho (Pardal, PTC) também entrou no páreo sob as bênçãos de uma parte do primeiro escalão. A definição, no entanto, deve acontecer apenas na primeira semana de fevereiro, quando será iniciado o período legislativo.
Não vai
O prefeito Bruno Siqueira foi convidado, mas não vai a Brasília para o encontro dos prefeitos com a presidente Dilma. Por se tratar de um encontro muito amplo - mais de cinco mil prefeitos -, espera uma melhor oportunidade. No evento, o Governo pretende envolver os convidados na tarefa de agilizar investimentos em infraestrutura e resolver gargalos regionais. No entanto, para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, 95% vão para saber como levar recursos para as cidades, mas são valores que saíram da própria cidade, onde a população gasta e consome.
Pela prévia
O ex-governador José Serra deverá fazer, em evento oficial do PSDB nesta segunda-feira, a defesa de prévias como instrumento adequado para a escolha do candidato do partido à Presidência da República. Até aí, nada de mais, salvo por um fato: em 2010, quando o senador Aécio Neves propôs a escolha do nome do partido por meio de primárias, Serra foi contra e trabalhou ostensivamente contra a ideia, já que corria o risco de perder a indicação. Como elas não ocorreram, foi ele o candidato e enfrentou a petista Dilma Rousseff. Perdeu.
Vai topar
O senador Aécio Neves, se Serra insistir na tese, não deve se opor, por estar convencido de que a vez é dele. Nas andanças pelo país, que deve retomar no mês que vem, ele tem recebido apoio dos tucanos para a sua candidatura. Os motivos são vários, mas dois deles pesam a seu favor. Há um cansaço de material com Serra, que já disputou duas vezes, e um interesse dos demais estados em quebrar a hegemonia paulista, que teve também o governador Geraldo Alckmin como candidato, em 2006. A vez seria do parlamentar mineiro. Ademais, Serra tem resistência até em São Paulo.



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