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29 de Dezembro de 2013 - 07:00

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DEPOIS DE JANEIRO

Tão logo passe o período de festas de fim de ano e das festas de janeiro, quando a maioria dos poderes estará em recesso, começa a luta pelo mandato, com o avanço de negociações para formação de chapas de candidatos tanto para o Executivo quanto para o Legislativo. Mesmo com as convenções marcadas para meados de 2014, ninguém espera tanto tempo para consolidar alianças. Por isso, o PSDB do senador Aécio Neves espera que o ex-governador José Serra jogue a toalha e saia do páreo, deixando o caminho livre para o parlamentar mineiro. Em Minas, a chave de todo o processo está nas mãos do governador Antponio Anastasia. Ele resiste à ideia de disputar o Senado, sendo obrigado a deixar o posto em abril, mas sua margem de manobra é curta. Ele deve mesmo passar o cargo para o vice, Alberto Pinto Coelho. Com isso, sai do páreo um dos candidatos à sua sucessão, restando apenas o deputado Marcus Pestana e o ex-deputado Pimenta da Veiga. A definição por um dos dois também não deve passar de janeiro, embora o senador Aécio Neves defenda mais tempo.


Só pode um

O fator Anastasia, no entanto, não afeta apenas as articulações dentro do PSDB. Sendo ele candidato ao Senado, numa eleição de apenas uma vaga, dificilmente terá adversário de peso para enfrentá-lo, salvo o empresário Josué Gomes da Silva, pelo PMDB. O atual senador Clésio Andrade já avisou que não pretende disputar a reeleição, preferindo tentar o Governo do estado. Mas aí tem dois problemas: é réu no mensalão mineiro, e dificilmente o PT abrirá mão de uma aliança com o PMDB, já no primeiro turno, em torno da candidatura do ministro Fernando Pimentel.


Tem padrinhos

Na disputa pelo Legislativo, a situação é mais tranquila, mas a fila de candidatos cresce a cada dia. O vereador Isauro Calais (PMN) pode ter uma votação expressiva em Juiz de Fora. Se depender de apoio, não terá problemas, pois conta com o respaldo pessoal do prefeito Bruno Siqueira e do presidente da Câmara, Julio Gasparette, ambos do PMDB. O partido, aliás, só não sabe ainda quem vai apoiar para deputado federal. Esta é uma cobrança da base, que pretende insistir no lançamento de um nome da cidade.


Luta interna

A disputa também será forte no Partido dos Trabalhadores. Os vereadores Roberto Cupolillo e Wanderson Castelar, embora afinados nas votações na Câmara, são de correntes contrárias dentro do partido. Cada um com seus padrinhos, ambos não sinalizam para algum acordo onde um deles, em nome do voto comum, ceda a vaga. Por enquanto, suas articulações são de ir para a disputa. Para deputado federal, a situação é pacífica em torno da deputada Margarida Salomão, mesmo com candidatos de fora, como o deputado Reginaldo Lopes.


Articulador

O deputado Júlio Delgado, presidente do diretório estadual do PSB, deve conciliar a articulação de sua legenda, que ainda pode ter candidato próprio, com a própria campanha de reeleição. Ele tem viajado pelo estado afora, mas prestigia mais a sua região. Delgado tornou-se um dos interlocutores do governador Eduardo Campos na sua inserção em território mineiro. A candidatura a governador do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é a carta que Júlio tem colocado na mesa no diálogo com os tucanos de Aécio Neves.

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