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04 de Janeiro de 2014 - 07:00

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MAIS CADEIRAS

Ainda sem data marcada, a Mesa Diretora da Câmara deverá colocar na pauta deste ano a discussão sobre o aumento do número de vereadores de Juiz de Fora. Pelos dados da Justiça Eleitoral, o município, por ter mais de 500 mil habitantes, pode ter uma bancada de até 23 vereadores. Até então, não houve interesse em mudar a composição, o que custou o mandato de algumas lideranças, como o ex-vereador Flávio Cheker, que foi bem votado, mas ficou fora por causa do coeficiente eleitoral. Os vereadores, como argumento de defesa, vão enfatizar que o número de cadeiras não implicará mais despesas, já que o orçamento terá que ser o mesmo. O rateio das despesas será interno, impedindo, inclusive, a contratação de novos serviços ou mais assessores. A resolução não depende de outros poderes, sendo decisão única e exclusiva do próprio Legislativo.


Tem mais

A saída de vários secretários do primeiro escalão do governador Antonio Anastasia foi apenas a primeira etapa do processo de mudanças que ele pretende implementar em sua administração. Não que esteja insatisfeito com o trabalho da equipe, mas pelas eleições. Os que saíram são deputados e precisam voltar a campo para fazer campanha. Outros deverão sair dentro do prazo legal, dia 4 de abril, como é o caso do secretário de Saúde, Antônio Jorge Marques. Provavelmente ele será candidato a deputado estadual ou coordenará a campanha de Aécio em Minas.


Olho nela

A pasta da Saúde é uma das mais cobiçadas pelos partidos, mesmo sendo também a que demanda mais trabalho, por ser de ações intensivas. Mas tem visibilidade e recursos, o que faz do seu titular, quase sempre, um político com chances de eleição. O antecessor de Antônio Jorge foi o deputado Marcus Pestana. Depois de assumir uma cadeira na Assembleia, em 2002, ele foi chamado imediatamente pelo então governador Aécio Neves para ocupar a pasta. Quatro anos depois, por causa de sua atuação, foi um dos mais votados para deputado federal.


Pelo reduto

Há também desgastes, sobretudo na relação com os demais parlamentares. Tanto Pestana quanto Antônio Jorge, e seus antecessores também, já foram motivo de queixas dos deputados. Muitos procuraram o governador para dizer que suas bases estavam sendo "invadidas" pelo secretário. Este, com suas ações, criando postos de saúde e distribuindo ambulâncias, tem um contato direto com os prefeitos, fazendo destes potenciais cabos eleitorais. Pestana lembra que, no entanto, saiu amigo dos deputados, tendo superado a desconfiança inicial.


Em silêncio

Em Juiz de Fora, pelo menos até a virada do ano, nenhum secretário procurou o prefeito Bruno Siqueira para discutir uma possível saída. Em entrevista à Tribuna, quando falava sobre as metas para 2014, Bruno disse não ter havido discussão nesse sentido, mas se colocou à vontade para fazer as mudanças que forem necessárias no curso do mandato. Nos bastidores, trabalha-se apenas com a possibilidade de o presidente da Emcasa, o ex-vereador dr. Luiz Carlos, pedir para sair. Ele teria pretensões de disputar uma vaga de deputado.

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