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05 de Janeiro de 2014 - 07:00

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CABEÇA DE RENAN

O movimento "Tiradentes", entidade de iniciativa popular que atuou efetivamente no processo da Ficha Limpa, está elaborando abaixo-assinado a ser encaminhado a todos os senadores, defendendo a abertura de processo visando à cassação do senador Renan Calheiros por quebra do decoro parlamentar. O argumento é sua reincidência no uso de equipamentos públicos. No mês passado, para fazer uma cirurgia de implante de cabelo, o presidente do Congresso foi ao Recife a bordo de um avião da FAB. No entanto, não era viagem oficial. Quando a questão veio a público, ele pediu a conta e teve que pagar R$ 27 mil à Força Aérea. Também no ano passado, o senador tinha usado o mesmo aparelho numa viagem ao Sul da Bahia, para o casamento da filha de um colega parlamentar. Também teve que pagar a conta mediante denúncias. O presidente do movimento, Marco Aurélio Lyrio Reis, enumera pelo menos oito razões para a cassação do parlamentar. A meta é alcançar dez mil assinaturas.


Facultativo

Na mensagem ao país, no fim do ano, o presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, anunciou uma série de ações para 2014, entre elas a votação de projeto acabando com o voto obrigatório. Trata-se de uma medida que não é pacífica no país. O cientista político Paulo Roberto Figueira, da Universidade Federal de Juiz de Fora, embora respeite os dois modelos, diz que sua simpatia é pela manutenção do atual sistema. Ele endossa a preocupação de setores que temem o êxodo de eleitores em vez de irem às urnas.


Pedagogia

Segundo Paulo Roberto, "existe uma dimensão potencialmente pedagógica na democracia. Como os eleitores dispõem de racionalidade (ou seja, o processo de deliberação envolve mecanismos de reflexão para a tomada de decisão), é possível inferir que se aprende algo com as consequências boas ou más da decisão que se tomou no passado". Citando Drummond, considera que a democracia brasileira precisa, para se consolidar, envolver o maior número possível de participantes em seus processos.


Paradoxo

Finalmente, o cientista político esclarece que a experiência mundial aponta para o fato de que, na maioria das vezes, quem deixa de votar, no caso do voto facultativo, são os extratos sociais com maiores carências e necessidades. "Esse é o paradoxo: os grupos sociais que mais intensamente precisam de políticas públicas para combater as desigualdades ou injustiças históricas são aqueles que, exatamente pelas carências e fragilidades, mais intensamente abdicam do direito ao voto."


Nova direção

O ex-vereador Antônio Zaidam é o novo presidente da Comissão Provisória do PDT, cuja indicação já foi comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral. Ele assume a vaga do advogado Vítor Valverde, atual assessor especial do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Por conta de sua dedicação, Vítor passaria o posto para o vice-presidente, o médico Renato Loures, mas este também declinou, em razão de ser presidente da Santa Casa. A legenda estuda ter candidato a deputado, e o nome cotado é o da vereadora Ana Rossignoli.

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