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08 de Janeiro de 2014 - 07:00

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INÍCIO DE CAMPANHA

O PSDB vai decidir até início de março - antes mesmo do carnaval - o nome de seu candidato ao Governo. Dois nomes estão no páreo: o do deputado Marcus Pestana e o do ex-deputado Pimenta da Veiga. A palavra final do senador Aécio Neves, com respaldo do governador Antonio Anastasia, será dada com base não apenas em conversas com o seu grupo político e aliados mas também em pesquisas qualitativas. Ontem, Pestana encontrou-se com o governador, e hoje, se não houver contratempo, sua conversa será com Aécio. Na sua avaliação, o tempo agora está se esgotando, não havendo mais prazo para adiar a decisão. O parlamentar está otimista, mesmo ciente de restrições de atores políticos de peso, como o deputado Nárcio Rodrigues e o secretário de Governo, Danilo de Castro, mas também tem aliados poderosos. Sua preocupação, porém, é com os desdobramentos do processo de escolha. "Vamos sair unidos dessa discussão", enfatizou.


Na balança

Com o virtual candidato a governador pelo PT, ministro Fernando Pimentel, em pleno ciclo de viagens por Minas Gerais - foi o estado que ele mais visitou depois que assumiu a pasta de Desenvolvimento Econômico -, as lideranças entendem que é preciso, agora, acelerar o jogo e começam a mexer o xadrez político. Uma das peças é o PMDB, que tanto pode ter candidatura própria quanto fazer parte de alguma aliança. Se optar pelo nome próprio, como defende o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, o mais cotado é o senador Clésio Andrade.


Olho na vaga

O governador Antonio Anastasia deixa o cargo em abril, substituído pelo vice Alberto Pinto Coelho (PP), o que, no entanto, não implica, necessariamente, que vá disputar a única vaga de senador, embora seja essa a opção mais provável. Homem de confiança do senador Aécio Neves, pode ser chamado para ser o coordenador-geral de sua campanha à Presidência. Mas se disputar o Senado, criará uma nova situação: a disputa pela sua primeira suplência. E há motivo. Numa vitória de Aécio, ele seria um dos ministros mais fortes, e o suplente vira senador.


Impedimento

Embora a ordem de serviços já esteja assinada, o início da construção da sede da Câmara ainda depende de algumas pendências. Uma delas é eminentemente técnica. Na região do Terreirão do Samba passam cabos de fibra óptica que são utilizados pela MRS. Por isso, enquanto não for feito um inventário com a sua localização, será arriscado qualquer tipo de escavação ou colocação de pilares. A empresa pediu um prazo de um mês para fazer o levantamento. Só após esse relatório será possível iniciar os trabalhos sem risco de danos à empresa.


Precaução

A outra questão é financeira, mas não se trata de recuo das partes. Tanto Prefeitura quanto Câmara Municipal dependem de consolidação da parceria da Caixa Econômica Federal, que já liberou a primeira parte dos recursos, mas ainda não definiu como será sua participação direta no empreendimento. Se for mesmo alugar o primeiro andar do prédio a ser construído, a fim de instalar uma agência para atender aos três poderes, ela pode até antecipar sua parcela, notícia que agradaria os ouvidos do prefeito Bruno Siqueira e do presidente da Casa, Julio Gasparette.

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