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09 de Fevereiro de 2014 - 07:00

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FORA DO PÁREO

Em entrevista coletiva amanhã, em Belo Horizonte, tendo ao lado o ex-ministro Pimenta da Veiga, o deputado Marcus Pestana vai anunciar a retirada de sua candidatura ao Governo de Minas. Não foi um processo simples. Depois de percorrer boa parte do estado e obter apoio de lideranças, especialmente prefeitos do interior, ele abre mão da indicação em nome de um projeto maior, que é a candidatura do senador Aécio Neves à presidência da República. Se fosse para o enfrentamento, causaria desgaste à própria legenda, que tem 11 anos de mandatos consecutivos no estado. Na última sexta-feira, dois dias depois de um encontro com Pimenta, em Brasília, o parlamentar conversou com o seu grupo político em Juiz de Fora e redigiu o documento a ser apresentado aos jornalistas durante a entrevista coletiva.


Experiências

A carta em que Pestana apresentará sua desistência da candidatura traça sua trajetória desde os tempos de Diretório Central dos Estudantes e seu primeiro cargo eletivo. Aos 22 anos, ele tornou-se vereador por Juiz de Fora. Destaca, sobretudo, sua experiência de governo, quando ocupou, por sete anos, a Secretaria de Saúde nas administrações Aécio e Anastasia. No mesmo documento, acentua que vai abraçar a candidatura de Pimenta, com todos os esforços, em nome da unidade e do projeto comum em torno do PSDB.


Pela unidade

Pestana não desiste atirando. Ao contrário, reconhece que não conseguiu produzir o consenso necessário para embasar uma candidatura vitoriosa, mas destaca o "maciço" apoio das lideranças municipais. "Levo desta travessia, com carinho e gratidão, as inúmeras demonstrações de afeto e apoio que recebi ao longo dos últimos meses." A partir de agora, abraça a candidatura de Pimenta ao Governo, reforça a participação no projeto de Aécio Neves à presidência, mas também cuida de seu próprio projeto de reeleição.


Ao Senado

O governador Antonio Anastasia (PSDB), que não pode participar da corrida para o Palácio Tiradentes em 2014, tem, segundo fontes de seu partido, 90% de chances de se candidatar ao Senado. Para confirmar a candidatura, faltariam, ainda, articulações internas entre as forças tucanas do estado, já simpáticas ao seu nome para a disputa em 2014, visto que ele é considerado favorito. Embora tenha sido eleito para o Executivo estadual pela primeira vez em 2010, Anastasia não pode concorrer em Minas por ter sido vice-governador na gestão de Aécio Neves e assumido o Governo para que o colega concorresse ao Senado. Sua vitória em 2010 é, portanto, considerada reeleição.


Agenda tucana

O anúncio oficial da candidatura tucana para o Governo do estado deve acontecer no dia 20 deste mês, seis dias após a decisão do PT, marcada para o dia 14. Embora a decisão do PSDB ainda não tenha sido divulgada, a vinda de Pimenta da Veiga na manhã de ontem a Juiz de Fora, na inauguração da central operativa da Rede de Urgência e Emergência Macrossudeste, o Samu Regional, reforça a opção dos tucanos pelo nome do ex-ministro, que hoje preside a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

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