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16 de Fevereiro de 2014 - 06:00

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PELA VERDADE

A Comissão Especial Memória, Verdade e Justiça, instalada na Câmara Municipal para avaliar a cassação de quatro vereadores pelos próprios pares, em 7 de maio de 1964, irá ao Arquivo Histórico, nesta segunda-feira, para verificar a documentação do período. Naquele dia, por meio da Resolução 141, perderam o mandato os vereadores Francisco Pinheiro, Peralva Miranda Delgado, Jair Reinh e Nery Mendonça. A proposta do Legislativo é, no mesmo 7 de maio, 50 anos depois, resgatar simbolicamente o mandato dos trabalhistas, todos já falecidos. Também naquele ano, o diretor do Legislativo, Ney Jacinto Pereira, foi obrigado a se afastar do cargo, sob o risco de ter seus direitos políticos suspensos. Sob pressão dos militares - o general Mourão Filho chegou a mandar uma carta à Câmara exigindo a cassação - os vereadores aprovaram a resolução com apenas o voto contra do vereador Newton Vianna.


Compensação

A Comissão Especial, formada pelos vereadores Jucelio Maria, Rodrigo Mattos, José Márcio, Julio Gasparette e Roberto Cupolillo, já fez as primeiras reuniões para definir suas ações. Além do material do Arquivo Histórico, há a documentação completa da própria Câmara, que relata a sessão do dia 7 de maio de 1964 e seus desdobramentos. Anos mais tarde, a própria Câmara editou lei considerando que os quatro tinham direito a receber integralmente os valores que perderam com a cassação, mas nem todos aceitaram.


Terrorismo

O deputado Júlio Delgado (PSB) já antecipou seu voto no Projeto de Lei 499/2013, a ser votado primeiro no Senado, permitindo enquadrar como terrorista quem participa de protestos violentos, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. Segundo ele, classificar manifestante como terrorista no Brasil é coisa de regime militar. "Estamos vivendo numa democracia. Temos que tratar algumas questões importantes do Código de Processo Penal e do Código Penal,como a maioridade penal, e não inibir manifestação popular. Mas quem cometer crime deve ser punido", observou.


Desidratado

O movimento pela candidatura própria do PMDB ao Governo de Minas, capitaneado pelo senador Clésio Andrade e pelo deputado Leonardo Quintão, tem um discurso único para justificar sua dissidência, quando há movimentações em Brasília para um acordo com o Partido dos Trabalhadores. O entendimento é de que se não "peitar" o PT e ter um projeto próprio, a legenda tende a perder votos em Minas, como já ocorreu com o PFL, hoje DEM, que foi se desidratando a cada eleição, por conta de sua aliança com o PSDB.


Compromisso

Depois de reassumir o comando do diretório estadual do PSD em Minas, Valter Tosta deve pedir encontro com o prefeito Bruno Siqueira para uma discussão básica. Quer saber se a direção da Emcasa é da cota do partido ou se foi um convite pessoal ao ex-vereador Luiz Carlos Silva. Se o acordo envolve a legenda, ele estaria disposto a apresentar um novo nome para o cargo. Mas a situação pode mudar por outras razões. Dr. Luiz Carlos, como é conhecido, pode ser candidato a deputado, o que, necessariamente, implicaria na sua saída automática do cargo para desincompatibilização.

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