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27 de Fevereiro de 2014 - 06:00

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NA CHAPA DE ANASTASIA

Na fase de arranjos políticos em Minas, o deputado Júlio Delgado (PSB), que, em princípio, vai tentar a reeleição, pode ter seu nome incluído na chapa do governador Antonio Anastasia, que vai tentar uma vaga no Senado. O parlamentar juiz-forano admite que a possibilidade de ser o primeiro suplente não está afastada. O posto ganhou relevância ante o perfil do candidato. Num eventual governo Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB), ele, certamente, será ministro. E se a presidente Dilma Rousseff for eleita, o suplente ainda pode ter vez, já que são grandes as chances de Anastasia disputar a prefeitura de Belo Horizonte, em 2016. Júlio argumenta que são casos distintos, preferindo tratar, primeiro, da campanha deste ano, na qual tenta arrumar espaço para o governador Eduardo Campos em Minas, sem comprometer uma aliança com Aécio Neves. O primeiro passo já foi dado. O PSB não terá candidato próprio ao Governo de Minas, enquanto o PSDB tomará a mesma atitude em Recife. Esse foi o entendimento da última conversa entre Aécio e Eduardo Campos, da qual o deputado foi testemunha.


Entendimentos

O próprio Júlio considera, porém, que é cedo para fechar as contas, já que tudo só será oficializado após as convenções de maio ou junho. Como a política é dinâmica, ele admite novos fatos, como o lançamento da candidatura do senador tucano Cássio Cunha Lima ao Governo da Paraíba. "Isso não estava no acordo, mas temos que lidar com os fatos à medida que forem acontecendo." Sobre a candidatura a deputado estadual de seu pai, Tarcísio Delgado, ele não considera a desistência como fato consumado. "Estamos trabalhando nesse assunto", encerrou.


Coligações

O PSB trabalha com a possibilidade de coligações na proporcional, mas o presidente do diretório estadual, Júlio Delgado, já antecipou que não pretende entrar no chapão, do qual devem fazer parte o PSDB, DEM e PSD. A meta, garantiu, é fazer coligação com legendas do porte do PTB, do PPS e do PMN. No chapão, por conta do PSDB, os candidatos terão que obter uma votação expressiva. Para deputado estadual, como chegou a avaliar o grupo do ex-prefeito Custódio Mattos, o número mínimo para se eleger é de 60 mil votos.


Em abril

O governador Antonio Anastasia anunciou, de viva voz, que deixará o governo no dia 4 de abril. O anúncio ocorreu ontem, em Brasília, em café da manhã com a representação de Minas na capital. Ele disse que ficará à disposição do projeto de Minas, que tanto pode ser a campanha do senador Aécio Neves à presidência, quanto a sua própria campanha ao Senado. No seu lugar assumirá o vice-governador Alberto Pinto Coelho, por sinal, também presente ao evento. O representante do PP saiu da corrida sucessória, mas terá mandato de oito meses no comando do estado.


Obras viárias

Em audiência com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, a deputada Margarida Salomão (PT) reforçou ontem a importância de o Governo incorporar as obras viárias de Juiz de Fora no PAC III. Segundo ela, a ministra gostou do que viu, pois o projeto, além de estar em andamento, já cumpriu todas as etapas preliminares, como licitações, merecendo o investimento mais do que as propostas de outras regiões. Só não deu a garantia imediata por causa do contingenciamento de R$ 44 bilhões, mas ficou de conversar com Margarida e com o prefeito Bruno Siqueira em maio.

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