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09 de Março de 2014 - 06:00

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DE CIMA PARA BAIXO

O embate entre petistas e peemedebistas, tendo como protagonistas os deputados Rui Falcão - presidente nacional do PT - e Eduardo Cunha - líder do PMDB na Câmara Federal -, não se esgota nas instâncias de Brasília, provocando desdobramentos nos estados e municípios. Em sua mais recente "ameaça", Cunha disse que o descontentamento com a aliança não se restringia ao seu grupo, havendo inquietação nos estados. E Minas é um deles. No meio da semana, o deputado Leonardo Quintão, em conversa com lideranças do PMDB de Juiz de Fora, capitaneadas no debate pelo vereador Julio Gasparette, foi enfático em apontar que o projeto da candidatura própria está mais forte do que nunca, não temendo, sequer, a volta do deputado Toninho Andrade ao comando do diretório, sendo ele favorável à aliança com o PT. Leonardo disse aos interlocutores locais que Andrade não teria maioria, devendo prevalecer a tese encabeçada pelo senador Clésio Andrade. Ele também não escondeu que há conversas com o PSDB em Minas.


Na pauta

Como primeira consequência, Gasparette, na reunião do diretório municipal nesta segunda-feira, vai insistir na bandeira da candidatura própria ao Governo de Minas, pois entende que o partido tem cacife suficiente para levar um nome filiado à legenda à sucessão do governador Antonio Anastasia. No ano passado, o presidente da Câmara foi signatário de uma carta encaminhada aos correligionários da região defendendo a ideia. Ele acredita que o projeto está mantido, não havendo, pelo menos por enquanto, sinais de reversão do quadro.


Enquadramento

Com a volta do vice-presidente Michel Temer ao Brasil, a presidente Dilma Rousseff convocou a cúpula do PMDB para uma reunião hoje, mesmo sendo domingo, para discutir a crise entre os dois partidos. Há motivos, pois o principal aliado é também o maior fornecedor de tempo no rádio e na televisão. Dentro do PMDB, há uma corrente que aceita uma solução mista, isto é, o partido daria apoio à presidente na disputa nacional, mas ficaria liberado para fazer acordos nos estados. O Governo sabe, porém, que esse tipo de acordo não funciona.


Em consultas

O ex-prefeito Custódio Mattos deve definir até o fim da semana que vem a sua participação, como candidato, ou não, nas eleições para deputado estadual. Ele vai dar continuidade às conversas que vem mantendo com interlocutores, entre eles o próprio vice-governador Alberto Pinto Coelho, que assume o comando do estado a partir do dia 4, quando ocorre a desincompatibilização do governador Antonio Anastasia. Também na sua agenda está o secretário de Governo, Danilo de Castro. Custódio tem sido reservado nas conversas para evitar especulações antes da hora.


Antes da posse

O vice-governador Alberto Pinto Coelho deve visitar Juiz de Fora ainda este mês, antes de tomar posse definitiva como governador de Minas. Virá para um evento social, quando irá comemorar o aniversário de um amigo. Vindo antes da posse, ele ficará mais confortável para participar do evento, já que não terá atrás de si todo o aparato que acompanha o chefe do Governo, a começar por cerimonial, assessores e segurança. Forjado no contato político direto, Alberto acabaria trazendo transtornos até para o anfitrião, o que não ocorre como vice. Deve vir acompanhado de Danilo de Castro.

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