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16 de Março de 2014 - 06:00

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SEMANA TENSA

Já desimpedido dos atos do ministério e liberado para fazer política partidária em Minas, o ex-ministro Antônio Andrade deve reassumir, esta semana, a presidência do PMDB. Chega numa hora crítica, pois a representação mineira pretende vender caro seu apoio ao candidato do PT, Fernando Pimentel, ainda no primeiro turno. A pressão pela candidatura própria continua aumentando, e as ofertas do PSDB são tentadoras. A última foi oferecer ao senador Clésio Andrade a possibilidade de ser candidato à reeleição sem a sombra do governador Antonio Anastasia. A proposta agrada ao senador, mas não é pacífica na legenda, ficando a indicação de um nome próprio como projeto mais viável. Toninho Andrade conhece o impasse, mas tem apoio da direção nacional, que não aceita outro tipo de acordo. Os peemedebistas, no entanto, seguem o fluxo da Câmara dos Deputados, onde o partido, a despeito de ganhar mais dois ministérios, continua resistindo ao casamento completo com o PT.


Nova data

A meta dos dissidentes é antecipar a data das convenções estaduais, a fim de evitar a pressão do Governo, mas dentro do Palácio do Planalto já há quem não se importe com esse novo calendário, considerando que a presidente Dilma, de qualquer forma, terá meios de garantir o apoio à sua reeleição. O argumento procede, pois o PMDB não tem candidato a presidente. Sua questão são os diretórios estaduais, nos quais a meta é obter liberdade para fazer acordos pontuais com qualquer legenda, sendo ela do Governo ou da oposição.


Âncoras

O presidente do diretório estadual do PSDB, Marcus Pestana, pelas redes sociais, antecipou que a consolidação da chapa tucana será decidida aos 43 minutos do segundo tempo, dando margem a entendimentos. Ao mesmo tempo, aponta que "com Aécio, Pimenta e Anastasia, temos âncoras sólidas". Ele enfatiza que Anastasia é o favorito para o Senado, mas não fala do vice e, muito menos, do suplente de senador. Para vice, o acordo deve ser mesmo com o PP, com a indicação do deputado Dinis Pinheiro. A suplência do Senado vai para a mesa de negociação.


Definições

Com a aproximação das convenções que vão definir as candidaturas, as articulações não se restringem apenas ao debate majoritário. Os candidatos a deputado também entram nas discussões, aumentando as conversas não apenas com possíveis parceiros mas também dentro do seu próprio grupo. Embora não haja previsão de custos, é certo que será bem mais alto do que há quatro anos. Alguns políticos da região já começam a inflacionar o mercado com ações indiretas. Quando a homologação ocorrer, a situação tende a ficar mais crítica.


Contas

A discussão não se restringe apenas ao custo de campanha, mas também sobre a fonte de financiamentos e o número de votos para se eleger. São meras especulações, mas costumam bater ante a evolução dos colégios eleitorais. Entre os tucanos, a expectativa é de 60 mil votos para um deputado estadual. Para federal, o patamar é bem mais alto. No Partido dos Trabalhadores, chega a se falar em cem mil. Os partidos de menor porte têm números bem mais modestos. A maioria considera que, para deputado estadual, a margem razoável é de 30 mil votos.

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