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23 de Março de 2014 - 06:00

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HORA DE SAIR

Os prazos de desincompatibilização, que começam no dia 4 de abril, serão a senha para definição de boa parte do quadro político, a começar pelo cenário nacional, quando o ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se tiver mesmo a pretensão de ir para as urnas, terá que abandonar o Judiciário. As apostas são de que deve continuar no cargo até o fim do ano, sob o argumento de, em saindo agora, dar discurso aos críticos que entendem terem sido os seus votos por conta de suas pretensões políticas. Joaquim foi cortejado a disputar uma vaga no Senado pelo PV do Rio de Janeiro. No primeiro escalão do governo de Minas, Antônio Jorge Marques, que vai tentar uma vaga na Assembleia, saiu antes do prazo. Para atender ao processo político do senador Aécio Neves, ele cedeu a vaga para o deputado Alexandre da Silveira (PSD), cuja legenda, em Minas, vai apoiar o tucano Pimenta da Veiga.


Se rendeu

O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab se rendeu aos anseios dos correligionários de Minas e deu seu aval ao apoio do PSD à candidatura do ex-deputado Pimenta da Veiga. De forma indireta, está apoiando também o senador Aécio Neves, candidato tucano à presidência da República. No plano nacional, apesar disso, Kassab continua fechado com o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores.


Reta final

O 4 de abril tem significado também para outros atores políticos. Entre os tucanos, a data é emblemática para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, Custódio Mattos. O ex-prefeito de Juiz de Fora já foi centro de toda sorte de especulação. No primeiro momento, as fichas estavam em sua candidatura a deputado estadual. Depois, o jogo se inverteu, havendo afirmações tanto em Juiz de Fora quanto na capital de que não entraria no páreo. Seu grupo político considerou notícia plantada. Custódio está feliz no cargo, mas tem até o próximo fim de semana para bater o martelo.


Com pressa

Na Câmara Municipal, onde vários vereadores vão disputar as eleições, não há problemas de desincompatibilização, mas as definições deverão ser consolidadas já nos primeiros dias de abril. Mesmo sem a pressão dos prazos, os políticos entendem que precisam definir já os seus projetos para elaboração de acordos. Para alguns, quem não fechou com outras lideranças até agora está correndo o risco de ficar isolado no processo, uma vez que as lideranças com maior visibilidade já definiram suas chapas.


Cotado

O deputado Júlio Delgado, presidente do PSB, continua cotado para ser suplente do governador Antonio Anastasia, que deve - se não houver algum acordo com o PMDB - tentar uma vaga no Senado Federal. Pelo menos é o que se diz abertamente em Belo Horizonte. O parlamentar juiz-forano foi um dos patrocinadores do acordo que garantiu em Minas o apoio dos socialistas ao ex-deputado Pimenta da Veiga, tendo como contrapartida o apoio tucano ao candidato indicado pelo governador Eduardo Campos à sua sucessão em Pernambuco.

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