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27 de Março de 2014 - 06:00

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SÓ PELO VOTO

Depois da reunião de segunda-feira, em Belo Horizonte, na qual "o pau comeu", os peemedebistas não sabem o que virá pela frente. O presidente Antônio Andrade e o senador Clésio Andrade foram protagonistas de um bate-boca, que acabou afetando os demais participantes da Executiva. Toninho Andrade, como é conhecido, insistiu na aliança com o Partido dos Trabalhadores e reafirmou que o partido não teria, hoje, quadros qualificados para disputar o Governo. Clésio passou recibo e reagiu, dizendo ser pré-candidato e conhecedor das demandas do estado, que percorreu nos últimos anos. Ante o impasse, ficou acertado que a pendência seria definida pelo voto na convenção que deve ocorrer em junho, mas as apostas são de que, antes disso, ou as partes se acertam ou a direção nacional irá resolver por meio de intervenção. Os dissidentes estão pagando para ver, pois, em consulta ao presidente do diretório nacional, Valdir Raupp, foram informados de que, juridicamente, não havia espaço para medida tão drástica. Acontece, porém, que o impasse é político, e não jurídico.


Coligações

Toninho Andrade tem como arma as bancadas na Câmara e na Assembleia, que, mesmo não gostando do PSDB e do PT, entendem que, sem coligações, o partido não tem meios de manter as mesmas cadeiras nas duas casas. A coligação proporcional é a única saída. O presidente do diretório acentua que o Partido dos Trabalhadores aceita essa aliança, enquanto os tucanos oferecem coligação com os demais partidos de sua base - são 21 -, sem, no entanto, fazerem parte do acordo. Mas oferecem também secretarias e até a vaga ao Senado.


Silêncio tático

Bem-situado nas pesquisas - segundo correligionários, ele teria 42% da preferência dos eleitores -, o candidato petista Fernando Pimentel acompanha de longe o imbróglio do PMDB. Segundo observadores, em tal posição, ficar longe de polêmicas é a melhor alternativa para ele. Ele também não teria interesse em acelerar a campanha, quando seria um alvo exposto dos adversários. Hoje, o adversário direto - o PSDB - ainda tenta resolver suas pendências, a começar pela relação com o PMDB.


PEC aprovada

A deputada Margarida Salomão (PT) celebrou a aprovação, em primeiro turno, de proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria mudando vários dispositivos constitucionais para melhorar a articulação entre o Estado e as instituições de pesquisa públicas e privadas, com o objetivo de estimular o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação. A matéria recebeu 399 votos favoráveis e somente um contra. A PEC depende agora de uma segunda rodada na Câmara Federal e depois do respaldo do Senado.


Rede na cidade

O comitê local da Rede Sustentabilidade (Rede), partido da ex-ministra Marina Silva, vai promover encontro de lideranças neste sábado para comunicar as articulações da legenda em nível local, estadual e nacional. Hoje, a Rede integra o Partido Socialista Brasileiro (PSB) por não ter obtido registro pelo TSE. Estarão presentes, além de lideranças locais da Rede, o deputado Júlio Delgado, presidente do PSB mineiro, e um dos coordenadores nacionais do novo partido, o ex-deputado José Fernando Aparecido de Oliveira. O encontro será realizado no Hotel Ritz, às 14h.

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