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13 de Abril de 2014 - 06:00

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OLHAR PARA O FUTURO

Deputado federal quando o Congresso discutiu o projeto de anistia , o ex-prefeito Tarcísio Delgado acompanha "meio perdido" o debate sobre a questão. Em seu blog, revelou: "Participei intensamente do debate sobre a anistia. Conseguimos ampliá-la bastante, mas nunca chegamos à ampla, geral e irrestrita. Estávamos lutando no Congresso para ampliá-la, quando fiz parte de um grupo de deputados que viajou para a Europa, com a determinação de ouvir exilados. Estes, já há algum tempo de exílio, sugeriram que, em vez de continuarmos lutando para melhorar o projeto, procurássemos votar rapidamente o que estava proposto, porque assim poderíamos retornar à pátria e fortalecer a luta contra a ditadura. Foi o que fizemos". O texto do Governo foi rejeitado. Aprovou-se um substitutivo. Orador pelo MDB na sessão, Tarcísio prossegue mais adiante: "Aprendi, na época, que anistia não é perdão, é, sim, esquecimento. Não pode excluir quem quer que seja, porque, ao fazê-lo, deixa de ser anistia e passa a ser julgamento. Na anistia não se julga ninguém. (...) Penso que, por maior que seja nossa mágoa, por mais profundos que sejam nossos sentimentos, deveríamos voltar nossos olhos para a frente, procurar construir a fraternidade entre os brasileiros e concentrar nossas energias para a construção de um futuro de paz, com o aperfeiçoamento da democracia".


Nem eles

Depois de a Caixa Econômica Federal dizer que não tem como investir R$ 14,5 milhões na construção da nova sede da Câmara, como aluguel antecipado de 20 anos de um espaço de 450 metros quadrados no térreo do prédio na Praça dos Três Poderes, a prospecção da Mesa Diretora por novos parceiros revelou um dado que pode contar a favor do Legislativo. Vários bancos já se mostraram interessados, pois também não estão aguentando o valor do aluguel na área central da cidade, especialmente no Calçadão da Rua Halfeld, na Avenida Rio Branco e na Avenida Itamar Franco.


Inviável

Há casos em que o locador sugeriu pagamento de até R$ 120 mil por mês. Recentemente, a Tribuna fez levantamento indicando o êxodo de comerciantes para os bairros em função do valor mensal, que tornou-se inviável. Mesmo com o valor expressivo também cobrado em outras regiões, ainda é bem mais em conta do que no Centro, onde o número de lojas fechadas é crescente. A Caixa, porém, não desistiu plenamente do projeto, ficando com a cláusula de primeira opção. O presidente da Câmara, Julio Gasparette, quer manter o prazo de conclusão da obra para o final de 2015.


Ruído

A proposta do prefeito Bruno Siqueira de ir aos bairros para tratar diretamente com a população os problemas, levando todo o secretariado para despachar com as lideranças, é considerada um sucesso, tanto no gabinete quanto nas comunidades, mas há ruídos na Câmara Municipal. Embora os vereadores também façam a Câmara Itinerante - como a que vai ocorrer nesta segunda-feira, em Barbosa Lage -, alguns já se mostraram descontentes, pois o prefeito, segundo um deles, estaria adotando uma postura dos vereadores, a quem cabe a intermediação com a população.


Ruído II

Embora seja permeada por boa intenção, causou desconforto na Prefeitura a proposta do vereador Antônio Aguiar (PMDB) de ampliar para estudantes da rede estadual o benefício assegurado na Lei Orgânica Municipal de passe escolar gratuito para os alunos que não conseguem matrícula em estabelecimento de ensino municipal próximo à sua residência. Num momento em que o sistema de transporte passa por discussão, a ideia do vereador amplia os custos, ainda mais com uma demanda que deveria ser exercida pelo estado. Um interlocutor já conversou sobre a questão no Legislativo.

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