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20 de Abril de 2014 - 06:00

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CALENDÁRIO POLÍTICO

Passada a Semana Santa, o calendário político entra em compasso mais rápido, pois as convenções estarão autorizadas a partir de maio, embora a maioria deixe a oficialização das candidaturas para a prorrogação em função de acordos políticos. E, nesse cenário, Juiz de Fora, pelo menos por enquanto, vive uma situação singular. Alguns partidos de ponta não têm candidato, enquanto outros os têm em demasia. Há também discussões internas que só deverão ser resolvidas com a ação das direções. O primeiro caso é do PMDB. O partido, hoje no comando da Prefeitura e da Câmara Municipal, não tem nem candidato próprio a deputado estadual e, muito menos, federal. O prefeito Bruno Siqueira e o vereador Julio Gasparette investem suas fichas no vereador Isauro Calais, do PMN. Para federal a opção deve vir de fora. O Partido dos Trabalhadores vive situação inversa. Seus dois vereadores - Roberto Cupolillo e Wanderson Castelar - são pré-candidatos a deputado estadual. O entendimento, dentro da própria legenda, é de que o lançamento de dois nomes no mesmo espaço eleitoral é temerário, havendo o risco do chamado abraço de afogado. Um dos dois, segundo observadores, deveria abrir mão da disputa. E aí a questão é outra.


Experiências

O que se diz sobre o Partido dos Trabalhadores passa pelas experiências de sucesso. Quando disputou sozinho uma vaga para deputado estadual, o bancário Agostinho Valente foi eleito, valendo o mesmo para a eleição de Gabriel dos Santos Rocha (Biel), anos depois, também para a Assembleia. Para federal o entendimento é de que a candidatura única da deputada Margarida Salomão, que vai buscar a reeleição, foi a saída mais adequada, por conta de sua representatividade e pelo trabalho que desenvolve em Juiz de Fora e região. Hoje ela teria respaldo da maioria das correntes internas.


Sem estadual

Outra situação distinta de anos anteriores ocorre no PSDB. Os tucanos, que até o final de 2012 estavam no comando da Prefeitura, têm o deputado federal Marcus Pestana como candidato à reeleição, mas estão com vaga aberta para a Assembleia Legislativa. Com a decisão do ex-prefeito Custódio Mattos de não disputar, fazendo o mesmo o vereador Rodrigo Mattos, ainda não surgiu um nome próprio. Pestana estaria mais próximo de uma aliança com o ex-secretário de estado de Saúde Antônio Jorge Marques, hoje filiado ao PPS. A palavra final ficará por conta das convenções.


Organizadas

As legendas de menor porte acabam se articulando melhor na elaboração de suas chapas, algumas delas já confirmadas desde o ano passado. O vereador Noraldino Júnior tem se movimentado no diretório estadual já há algum tempo e, por conta de sua proposta de chegar à Assembleia, deve abrir mão de uma possível vaga na Câmara Federal da qual é primeiro suplente. A cassação do titular Stefano Aguiar (PSB), por ter mudado de partido, lhe daria essa chance, mas até agora não houve uma definição. Noraldino teme ficar em Brasília até dezembro e perder tempo para fazer campanha.


Velha lição

Outro também em campo com grande antecedência é o vereador Isauro Calais (PMN). Ele chegou a entrar na lista dos eleitos no pleito de 2010, ficando com a primeira suplência. Desde então, vem se articulando para obter votos suficientes em Juiz de Fora e região para evitar o drama de quatro anos atrás. Quase foi parar no PMDB, mas, como incorreria na infidelidade partidária, optou por continuar no PMN. Mesmo assim, tem o apoio sólido do prefeito e do presidente da Câmara, além de outros setores do PMDB. Na última reunião do partido, foi formalmente convidado para expor sua proposta de candidato.

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