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22 de Junho de 2014 - 06:00

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EXECUTIVA DECIDE

Ao deixar para uma comissão especial formada pela Executiva do PSB a decisão de ter ou não candidatura própria ao Governo de Minas, o presidente do diretório, Júlio Delgado, cumpriu apenas uma fase de um processo de conversações que vem se desenvolvendo dentro do PSB. O partido já fez coligação com o PT no Rio de Janeiro e com o PSDB em São Paulo. Algumas lideranças entendem que a situação em Minas é especial, pois deve levar em conta a situação dos deputados. Até a decisão final, que tem necessariamente que sair até o dia 30 - quando termina o prazo das convenções -, serão feitas discussões em torno de uma coligação proporcional com o PSDB. Se ela ocorrer, certamente a candidatura própria estará descartada. Caso contrário, Júlio oficializa o seu nome, uma vez que é o candidato único, após a desistência de Apolo Heringer. Embora tenha surpreendido parte de seus pares ao adiar a sua candidatura a governador, ele não agiu de moto próprio, tendo conversado com membros da direção nacional, a começar pelo candidato Eduardo Campos.


Dissidência

A decisão do diretório municipal de liberar a militância, mas fazê-lo formalmente, foi considerada por alguns setores um tiro no pé, pois dá ao comando estadual o direito de algum tipo de atitude. Melhor seria, de acordo com esses observadores, que tocasse a vida adiante e repetisse os acontecimentos de 2010. Na ocasião, embora tivesse sido formalizada, a aliança do PT com o PMDB não chegou a todos os setores. Além do Dilmasia - voto em Dilma e Anastasia -, boa parte da militância não arredou um só pé para pedir votos para Hélio Costa.


Vai depender

Tal fato, aliás, o colocou na trincheira dos resistentes a um novo acordo. Hélio não registrou oficialmente sua relutância, mas seu grupo dificilmente irá subir no palanque de Fernando Pimentel. O senador Clésio Andrade, que ainda não decidiu se tenta a reeleição ou outro cargo, pode até subir, mas vai depender de seus próprios planos na política. Ele chegou a ensaiar uma candidatura ao Governo, mas foi demovido pelos deputados que consideram a coligação proporcional vital para reeleição da maioria.


Fora do páreo

O médico João César Novais não levou seu nome à convenção do PMDB, quando foram homologados os candidatos a deputado federal e deputado estadual. Ele só entraria na disputa se houvesse estrutura para a campanha e com suporte do próprio partido. Como isso não ocorreu, vai continuar tocando a vida profissional. A surpresa foi a decisão do empresário Elder Abreu - que fez várias visitas a Juiz de Fora - de também sair da disputa. Ele chegou a fazer reuniões com lideranças peemedebistas da cidade e obteve a garantia de apoio.


Cidadania

O vereador Noraldino Júnior saiu na frente nas articulações para ficar próximo do candidato tucano Pimenta da Veiga. É de sua autoria o título de cidadão honorário de Juiz de Fora a ser concedido ao ex-ministro e sancionado pelo Executivo. Cabe ao homenageado, no entanto, definir o dia de entrega, já que a concessão está devidamente autorizada, podendo escolher uma das datas em que provavelmente estará na cidade em campanha eleitoral. Noraldino é candidato a deputado estadual pelo PSC.

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