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02 de Julho de 2014 - 06:00

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NEM TODOS

Terminadas as convenções, a Câmara Municipal fechou sua lista de candidatos a deputado com seis nomes: Isauro Calais (PMN), Noraldino Júnior (PSC), Vagner Oliveira (PR), Roberto Cupolillo (Betão, PT), Wanderson Castelar (PT) e Luiz Otávio Fernandes (Pardal, PTC ). Mas isso não significa que todos vão disputar uma vaga na Assembleia, pois ainda falta o registro dos nomes na Justiça Eleitoral, cujo prazo se esgota no próximo dia 5. Até ontem, somente Calais, Noraldino, Betão e Pardal (que se desincompatibilizou da Prefeitura) tinham requerido documentação ao jurídico da Câmara, para encaminhar ao TRE. A questão que chama a atenção envolve o petista Castelar. Se depender de alguns assessores, ele não vai para a bola dividida com seu colega Roberto Cupolillo, pois dificilmente o PT elegeria dois estaduais no mesmo colégio eleitoral. Outros, no entanto, entendem o contrário. Com base em pesquisas, defendem que a vez é de Castelar. Ele está em Brasília e deve bater o martelo só amanhã.


Para estadual

Outras composições ainda estão sendo feitas fora da Câmara, mas com reflexo na própria intenção dos vereadores. Charles Evangelista, filho do vereador Chico Evangelista, que seria uma das opções do PROS de Juiz de Fora para a Câmara Federal, vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. A decisão do partido foi com base no colégio eleitoral da cidade. Os dirigentes entenderam que a disputa pela Câmara, embora seja com menos candidatos, vai exigir muito mais votos, sendo a opção para estadual mais viável.


Coeficiente

São apenas especulações, mas os analistas políticos e as próprias lideranças partidárias estão trabalhando com a projeção de coeficiente eleitoral em torno de 200 mil votos para a Câmara Federal. Com isso, a vida dos candidatos das legendas de maior porte não será fácil, mas entre os médios e pequenos é pior ainda, pois só os puxadores de votos terão oportunidade de conquistar um mandato. Com isso, também sobe o custo de campanha, porque o velho modelo de só fazer discurso já foi vencido pelo tempo. O TRE trabalha com uma proporção de 13 candidatos por vaga.


Coligações

O que mais irritou os deputados dissidentes do PSB, capitaneados pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, não foi a candidatura própria. Nada contra o candidato a governador Tarcísio Delgado, que continua respeitado em gabinetes de Brasília e da capital mineira, e sim a falta de uma coligação consistente para garantir-lhes a eleição. Os tucanos fecharam com cinco partidos para federal e três para estadual, mas bem mais forte do que a dos socialistas. Dizem que quem se deu bem foi apenas o deputado Júlio Delgado. A conferir.


Vai começar

A partir de domingo, como estabelece a legislação eleitoral, os candidatos estão autorizados a fazer campanha política, inclusive com carros de som, mas a Justiça adverte que fazer campanha é uma coisa, desqualificar o concorrente é outra, sendo, pois, passível de punição. A internet também estará liberada, mas não poderá acolher qualquer tipo de propaganda paga. O horário eleitoral, pelo qual os partidos tanto brigam, só começará 45 dias antes do pleito.

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